Novo Plano de Ação visa proteger crianças afetadas por conflito no Iêmen BR

Menino em um prédio destruído pelo conflito em Taiz, no Iêmen
© Ocha/Giles Clarke
Menino em um prédio destruído pelo conflito em Taiz, no Iêmen

Novo Plano de Ação visa proteger crianças afetadas por conflito no Iêmen

Paz e segurança

Iniciativa foi anunciada pela representante especial do secretário-geral da ONU para Crianças e Conflito Armado após ser firmada com interlocutores houthis; partes têm seis meses para identificar e libertar crianças das fileiras de combate.

Mais de 10,2 mil crianças foram assassinadas ou mutiladas no Iêmen durante o conflito, que também recrutou quase 3,5 mil menores como combatentes.

Os confrontos entre rebeldes houthis, o governo do país e a coalizão liderada pela Arábia Saudita entrou pelo oitavo ano. 

Criança de um ano e meio recebe tratamento para desnutrição no Iêmen.
Foto: © UNICEF/Saleh Hayyan
Criança de um ano e meio recebe tratamento para desnutrição no Iêmen.

Acesso

No início deste mês, as partes declararam uma trégua, que facilitou a assinatura de um novo plano de ação para proteger os menores. O documento foi firmado entre os rebeldes houthis e o Escritório da representante especial do secretário-geral para Crianças e Conflito Armado, Virginia Gamba.

Ao assinar como testemunha, ela pediu aos houthis que concedam acesso a todos os agentes humanitários para as comunidades afetadas pelo conflito.

O novo plano servirá para reforçar a proteção dos menores que vivem em meio aos combates.

Menina carrega tigela de açúcar, distribuída do PMA, dentro do abrigo da família no Iêmen
© WFP/ Saleh Hayyan
Menina carrega tigela de açúcar, distribuída do PMA, dentro do abrigo da família no Iêmen

Paz

Ao assinar o plano de ação, os rebeldes houthis, que se denominam Ansar Allah, se comprometem a terminar com o recrutamento de menores paras as fileiras do conflito armado. Eles também têm que prevenir a morte e mutilação de crianças, ataques à escola e hospitais e outras graves violações.
 
Virginia Gamba elogiou os esforços de todas as partes no conflito do Iêmen para evitar as violações e disse que o novo plano de ação é um passo na direção certa.

Famílias deslocadas estão vivendo em assentamentos remotos em Marib, no Iêmen
© Ocha/Giles Clarke
Famílias deslocadas estão vivendo em assentamentos remotos em Marib, no Iêmen

Seis meses

Pelo documento, as partes se comprometem em identificar e libertar crianças que estejam em combate dentro de seis meses oferecendo ainda programas de reintegração delas na sociedade.

Para a represente especial, a parte mais difícil começa agora na implementação do plano e na criação de ações concretas para melhorar a proteção dos menores.

Gamba defende que a proteção e as necessidades das crianças devem ser o centro das negociações de paz.