ONU elogia políticos da Guiné-Bissau pela busca de meios legais para resolver disputa eleitoral
BR

14 janeiro 2020

Em Bissau, chefe dos Assuntos Políticos e da Consolidação da Paz incentivou as partes a cumprir e respeitar Estado de direito; representante teve reuniões com líderes guineenses, incluindo o presidente cessante do país e os candidatos que disputaram as eleições presidenciais.

A subsecretária-geral da ONU para os Assuntos Políticos e Consolidação da Paz, Rosemary DiCarlo, considerou encorajador que as partes interessadas na Guiné-Bissau tenham recorrido a meios legais para resolver a disputa eleitoral no país.

A representante saudou a realização de eleições pacíficas, cujo resultado das presidenciais é disputado pelo partido Paigc. Agências de notícias informaram que o Supremo Tribunal da Justiça adiou a decisão sobre este caso e pediu que seja cumprida uma formalidade legal pela Comissão Nacional de Eleições, CNE.

Cooperação

Falando esta terça-feira, em Bissau, a representante disse que as Nações Unidas incentivam as partes a continuar cumprindo e respeitando o Estado de direito.

A chefe dos Assuntos Políticos e da Consolidação da Paz manteve encontros de alto nível com as autoridades do país, incluindo com o presidente cessante, José Mário Vaz.

No fim da reunião com o chefe de Estado guineense, Rosemary DiCarlo disse que queria parabenizar o presidente por terminar o mandato, pelos resultados obtidos e pela “excelente cooperação que a ONU tem mantido com ele e com a Guiné-Bissau nos últimos anos.”

A chefe dos Assuntos Políticos e Consolidação da Paz reuniu-se com o presidente da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassamá.

A visita incluiu contactos separados com os dois candidatos à segunda volta das presidenciais: Domingos Simões Pereira e Umaro Sissoko Embaló, declarado vencedor do escrutínio após a divulgação dos resultados provisórios.

Parceiros

Rosemary DiCarlo esteve no país acompanhada do chefe do Escritório da ONU para a África Ocidental, Unowas, Mohamed Ibn Chambas, e da representante especial do secretário-geral na Guiné-Bissau, Rosine Sori-Coulibaly.

A subsecretária-geral disse que a ONU acompanha a evolução dos factos no terreno e mantém uma estreita coordenação com os outros parceiros internacionais, em particular com a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, Cedeao.

Perguntada sobre o possível fim do mandato da missão política ainda em 2020 e se a ONU poderia levantar as sanções impostas a alguns cidadãos do país, DiCarlo destacou que essas questões seriam decididas pelo Conselho de Segurança após uma análise em momento oportuno.

 

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