Iémen: enviado especial fala em “progressos significativos” na implementação de acordo

Para Griffiths, vive-se um momento importante para o Iémen, uma “grande mudança” que mostrou ao povo iemenita “que algo está realmente a acontecer.”
Foto: ONU/Loey Felipe
Para Griffiths, vive-se um momento importante para o Iémen, uma “grande mudança” que mostrou ao povo iemenita “que algo está realmente a acontecer.”

Iémen: enviado especial fala em “progressos significativos” na implementação de acordo

Paz e segurança

Representante especial da ONU explicou avanços ao Conselho de Segurança; relatório destaca que iemenitas já sentem diminuição de confrontos; Griffiths faz apelo a “solução abrangente” para o conflito. 

O enviado especial da ONU para o Iémen, Martin Griffiths, considera que houve “um progresso significativo” na implementação dos acordos alcançados em Estocolmo, firmados entre as partes do conflito.

De acordo com o representante, as partes concordaram em reposicionar-se nos portos de Saleef e Ras Isa, numa primeira etapa, seguido por uma redistribuição de posições no porto chave de Hodeidah. Também foi facilitado o acesso humanitário na região. 

Compromisso

O representante disse estar grato a ambas as partes por estas “concessões”, apelou que continuem com “a implementação do acordo” para “chegar a acordo sobre os detalhes da segunda fase das reafectações.”

Falando ao Conselho de Segurança, o enviado especial explicou que estas conquistas só foram possíveis graças à liderança do tenente-general Micheal Lollesgaard. O oficial que “liderou estas negociações com paciência e persistência”. Outra razão foi o “forte compromisso” demonstrado pelas partes na implementação do acordo.

“Grande Mudança”

Para Griffiths, vive-se um momento importante para o Iémen, uma “grande mudança” que mostrou ao povo iemenita “que algo está realmente a acontecer.”

Aos Estados-membros do Conselho, o representante explicou que “há sinais de aumento da atividade civil em Hodeidah” e que as pessoas da cidade já sentem benefícios tangíveis da diminuição de combates, que resultam do Acordo de Estocolmo.

Para ele, o acordo alcançado para o plano de redistribuição de forças em Hodeidah é um sinal de que as partes estão empenhadas e que “são capazes de cumprir os seus compromissos de transformar palavras em progresso tangível no terreno.”

Para o representante é necessário dar acesso ao Programa Mundial de Alimentos, PMA, às fábricas do Mar Vermelho, “que possuem comida suficiente para alimentar 3,7 milhões de pessoas por um mês.”
Para o representante é necessário dar acesso ao Programa Mundial de Alimentos, PMA, às fábricas do Mar Vermelho, “que possuem comida suficiente para alimentar 3,7 milhões de pessoas por um mês.”Unicef/ UN0253355/Huwais

Paz

A implementação do Acordo de Hodeidah vai, segundo Griffiths, dar a oportunidade de “passar de uma lógica de guerra para uma lógica de paz.”

Ele lembrou que é necessário estabelecer um acordo sobre redistribuições para aumentar a ajuda humanitária ao país, informando que é necessário dar acesso ao Programa Mundial de Alimentos, PMA, às fábricas do Mar Vermelho, “que possuem comida suficiente para alimentar 3,7 milhões de pessoas por um mês.”

Troca Prisioneiros

Griffiths disse ainda que houve um esforço para cumprir o acordo de troca de prisioneiros, previsto no Acordo de Estocolmo. Os avançou incluem a libertação e troca de todos os prisioneiros e detidos, desaparecidos, detidos arbitrariamente e desaparecidas à força, e ainda as que estão em prisão domiciliar.

Para além disso, ele informou ainda que ambas as partes reafirmaram seu compromisso com a Declaração de Entendimento sobre Taiz, acordada em Estocolmo. O enviado especial disse que concentrará os seus esforços para dar “passos significativos” uma vez que Taiz é um “lugar altamente simbólico” para os iemenitas e testemunhou alguns dos piores conflitos.

Perante os avanços conquistados, Griffiths terminou a sua intervenção fazendo já um apelo para o futuro. Ele recordou o Acordo de Estocolmo é “um passo preliminar” afirmando que os partidos, a sociedade civil e a comunidade internacional consideram que “uma solução abrangente é a única maneira de pôr fim a esse conflito.”