Enviado da ONU anuncia reunião sobre paz no Iêmen para 6 de setembro

2 agosto 2018

Enviado especial para o Iêmen, Martin Griffiths, fez anúncio no Conselho de Segurança; será a primeira negociação em dois anos; país tem a pior crise humanitária do mundo.

O enviado especial para o Iêmen, Martin Griffiths, anunciou hoje ao Conselho de Segurança uma primeira ronda de consultas com as partes envolvidas no conflito do Iêmen. O encontro está marcado para 6 de setembro em Genebra, na Suíça.

Griffiths disse que “falou com todos os lados, estudou os esforços passados e sabe o que pode funcionar.” Ele afirmou ter a certeza de que existe espaço para uma solução política.

Discussão

Ele pediu o apoio do Conselho de Segurança para estas negociações, dizendo que “a sua unidade é fundamental para a resolução do conflito”.

Enviado especial para o Iêmen, Martin Griffiths, by Foto ONU/Manuel Elias

Segundo o enviado especial, estas consultas vão ser uma oportunidade para “as partes discutirem, entre outras coisas, as bases das negociações, medidas que aumentam a confiança e planos específicos para avançar o processo.”

Griffiths lembrou que as últimas negociações aconteceram há dois anos no Kuweit. Para ele, o encontro de Genebra é uma oportunidade “para começar o difícil e incerto caminho para acabar com a guerra”.

Avanços

O enviado informou que recentemente, apesar de todos os esforços, os conflitos pioraram no país. O centro da violência é agora a cidade de Hodeida, o maior porto de entrada do Iêmen, e a luta pelo controle do local.

Griffiths disse que tem procurado um fim para esta batalha e que vai continuar, mas que as condições para uma trégua ainda não foram alcançadas. Apesar disso, “as diferenças foram reduzidas de uma forma que ninguém esperava.”

Segundo ela, este problema “tem mais possibilidades de ser resolvido no contexto de um acordo político mais abrangente.”

Crise

O Iêmen é considerado a pior crise humanitária do mundo. A ONU estima, que 22 milhões de iemenitas precisem de assistência após anos do conflito entre o governo e as forças da coalizão, lideradas pela Arábia Saudita. O grupo combate os rebeldes houthis pelo controle do Iêmen.

Griffiths disse que “cada dia que passa custa vidas que poderiam ter sido salvas” e terminou o discurso reconhecendo a “coragem extraordinária” das organizações humanitárias internacionais.

O diretor do Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários em Nova Iorque, John Ging, também falou no encontro.

 

 

 

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