Agência da ONU aumenta resposta para chegar a 12 milhões de pessoas no Iêmen

15 novembro 2018

Programa Mundial de Alimentos, PMA, apoia até 8 milhões de pessoas; chefe da agência terminou visita de três dias ao país árabe; Conselho de Segurança discute situação iemenita na sexta-feira.

Para responder ao rápido aumento da fome, o Programa Mundial de Alimentos, PMA, vai aumentar a entrega de comida e assistência financeira para 12 milhões de iemenitas afetados pelo conflito.

Neste momento, a agência ajuda entre 7 milhões e 8 milhões de pessoas com assistência alimentar todos os meses.

Pedido

David Beasley, Chefe do Programa Mundial de Alimentos, visita Sanaa, capital do Iémen, onde se regista atualmente a maior crise de fome do mundo, by PMA/Marco Frattini

Em nota, o diretor-executivo do PMA, David Beasley, fez um apelo para que terminem os combates no Iêmen. O representante fez o pedido no final de uma visita de três dias ao país, que se tornou a pior crise humanitária no mundo.

O chefe do PMA acredita que "o que o Iêmen precisa é de paz". Para ele, "só assim será possível reiniciar a economia, controlar a moeda e começar a pagar salários públicos, para que as pessoas possam ter o dinheiro necessário para comprar alimentos e outros produtos básicos."

Crise

Beasley disse que o seu "coração está quebrado” depois do que viu em um hospital na cidade portuária de Hodeida. Ele explicou que viu “crianças pequenas, tão subnutridas, pouco mais do que pele e osso, ali deitadas, quase sem forças para respirar.”

O responsável pediu “a todas as partes em conflito, em nome da humanidade, que ponham fim a esta guerra horrível.” Ele disse que é preciso “deixar as crianças viverem e as pessoas começarem a reconstruir suas vidas.”

Beasley é um dos altos funcionários da ONU que estarão em Nova Iorque, na sexta-feira, para discursar em uma sessão do Conselho de Segurança dedicada à crise no país.

Grávidas

Também esta semana, o Fundo das Nações Unidas para a População, Unfpa, avisou que existem cerca de 10 mil mulheres grávidas presas nos combates na cidade de Hodeida.

Segundo a agência da ONU, a vida de cerca de 1,5 mil mulheres que podem ter complicações durante a gravidez e o parto pode estar em risco devido às condições nos hospitais da cidade.

Os centros de saúde da área estão fechados ou funcionando com capacidade mínima. A situação está sobrecarregando o Hospital Al-Thawra, onde acontecem cerca de 400 a 500 partos por mês, incluindo mais de 200 cesarianas.

 

 

 

 

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