PMA quer verificar se trigo nos moinhos do Mar Vermelho serve para consumo humano

27 fevereiro 2019

Agência teve acesso aos alimentos armazenados em Hodeida pela primeira vez em seis meses; cerca de US$ 1,5 bilhão são necessários para garantir assistência alimentar ao país este ano.

Uma equipe de avaliação do Programa Mundial de Alimentação,  PMA, teve acesso aos moinhos do Mar Vermelho em Hodeida pela primeira vez desde que os combates limitaram a entrada à área iemenita em setembro.

A agência das Nações Unidas destaca como  “um passo crucial” a chegada às instalações que ficam próximas de uma linha de frente na cidade portuária.

O porto de Hodeida, no Iêmen, devastado pela guerra, é uma das poucas linhas de vida para ajuda humanitária e combustível para o país. Foto: Unicef/Abdulhaleem

Avaliação

Uma nota da agência, publicada em Genebra, sublinha que é preciso garantir um acesso sustentado às usinas. A meta é iniciar o processo de avaliação das reservas alimentares e transferir o trigo em bom estado para os necessitados.

De acordo com o diretor do PMA, Stephen Anderson, a visita aos moinhos é resultado de longas negociações entre os governo e os combatentes houthis. Esse diálogo foi facilitado pelo Comitê de Coordenação de Reimplementação das Nações Unidas.

A agência informou que ainda não é possível confirmar se a quantidade de trigo guardado nas fábricas é apropriado para o consumo humano. Isso deve ocorrer após uma avaliação completa do estoque antes da retirada e a distribuição do produto aos necessitados.

Hodeida

O acesso aos moinhos do Mar Vermelho em Hodeida foi perdido num momento em que estavam armazenadas 51 mil toneladas do cereal, ou o equivalente a um quarto do estoque total da agência nesse período. Essa quantidade do produto era suficiente para alimentar 3,7 milhões de pessoas em um mês.

De acordo com o PMA,  normalmente o trigo  pode durar durar mais de um ano quando é armazenado corretamente em silos.

Nos últimos meses, a alternativa usada para cobrir as necessidades alimentares da população iemenita eram cereais vindos de Omã. A agência quer aumentar o auxílio para chegar a 12 milhões de pessoas que enfrentam insegurança alimentar grave no Iêmen.

Como parte da conferência de doadores sobre o Iêmen, realizada esta segunda-feira em Genebra, o PMA pediu US$ 1,5 bilhão para garantir que a assistência alimentar não seja interrompida no Iêmen em 2019.

Cerca de cerca de 20 milhões de pessoas tentam suprir suas necessidades alimentares diárias.

 

 

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