Alto comissário da ONU vai ao Sudão após subir número de refugiados etíopes
BR

27 novembro 2020

Filippo Grandi está em Cartum, capital do país, para acompanhar operações do Acnur e a situação das pessoas que fogem dos combates em Tigray, região no norte da Etiópia; confrontos estão se intensificando na área entre tropas nacionais e locais; agência pretende enviar quatro aviões com donativos ao Sudão.

A violência, em Tigray, no norte da Etiópia está causando uma grande leva de refugiados para o Sudão. Nas últimas semanas, mais de 43 mil pessoas cruzaram a fronteira à procura de abrigo e proteção.

Nesta sexta-feira, o chefe da Agência da ONU para Refugiados, Acnur, chegou ao país para avaliar a resposta do Acnur apoiada pelo governo.  

© Acnur/Olivier Jobard
Uma criança refugiada etíope dorme em um colchão em um local de trânsito em Hamdayet, Sudão.

Crianças

Filippo Grandi também deve se reunir com refugiados no local. Mesmo antes dos combates entre tropas locais e nacionais na Etiópia, o Sudão já abrigava quase 1 milhão de refugiados, a maioria do Sudão do Sul.

O Acnur está aumentando sua atuação no leste do Sudão em parceria com a Comissão sobre Refugiados do país e autoridades locais.

A ajuda está sendo mobilizada para os que fogem da violência. Quase metade são crianças. 

Acnur/Hazim Elhag
Refugiados da Etiópia atravessando fronteira para o Sudão

Quatro aviões

Até agora, a agência da ONU ajudou a realocar quase 10 mil refugiados para o acampamento de Um Rakuba, que fica a 70km da fronteira. Mais tendas estão sendo colocadas no local assim como a instalação de serviços básicos.

Muitos refugiados que chegaram separados de suas famílias estão recebendo ajuda para reencontrá-las por meio de serviços de rastreamento de pessoas, montado pelo Acnur.

Nesta sexta-feira, um avião com 32 toneladas de ajuda de emergência aterrissou em Cartum, e uma outra aeronave com mais 100 toneladas de donativos deve chegar à capital sudanesa na segunda-feira. O plano é enviar quatro aviões que sairão de Dubai.

Acnur/Hazim Elhag
Refugiados etíopes fogem de confrontos na região de Tigray atravessando o rio Tekeze em Hamdayet, Sudão.

Tendas e mosquiteiros

Os refugiados deverão receber cobertores, lamparinas, mosquiteiros, tendas e armazéns pré-fabricados.

O objetivo é atender 16 mil pessoas.  A preocupação em Tigray é com a segurança dos civis que se encontram no meio do conflito. Somente em Mekelle, capital da região, existe, mais de 500 mil pessoas.

O Acnur continua preocupado com a situação humanitária. Pelo menos 96 mil eritreus refugiados já deverão ficar desprovidos de alimentos na segunda-feira, caso agências humanitárias não consigam chegar ao local.
 

 

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