20 novembro 2020

Agência da ONU, Acnur, diz que 33 mil etíopes chegaram ao leste do Sudão; Unicef prepara atendimento a 200 mil pessoas que escapam dos combates entre forças locais e tropas do governo; PMA estima que 2 milhões podem precisar de apoio até janeiro.

Várias agências humanitárias se preparam para responder ao aumento do fluxo de refugiados etíopes, que tentam escapar da violência na região norte de Tigray.  

O local está sendo alvo de confrontos violentos entre as Forças de Defesa Nacional da Etiópia e a Frente de Libertação do Povo de Tigray.  

Crianças 

Os planos estimam que o número de refugiados pode dobrar para 200 mil. Até o momento, 33 mil etíopes entraram no leste do Sudão, o país vizinho.  Apenas duas semanas após o início da tensão. 

Acnur/Hazim Elhag
Refugiados etíopes fogem de confrontos na região de Tigray atravessando o rio Tekeze em Hamdayet, Sudão.

 

A Agência da ONU para Refugiados, Acnur, pediu apoio imediato aos doadores. Mais de 5 mil etíopes foram transferidos para a localidade de Um Raquba, no Sudão, cerca de 70km da fronteira. 

O Fundo da ONU para a Infância, Unicef, no Sudão, disse que 45% dos refugiados são crianças. Eles estão chegando com poucos pertences e alguns animais. Mesmo com a retomada das aulas em setembro, as crianças não podem frequentar colégio na Etiópia por causa da violência. 

Vacina  

O Unicef está vacinando os que chegam para proteger de doenças.  

Já o Programa Mundial de Alimentos, PMA, destaca a falta de acesso humanitário à região afetada pelos combates. As comunicações e as vias de transporte foram interrompidas. 

Com os combates, Tigray permanece sem reabastecimento de artigos essenciais como alimentos, suprimentos de saúde e outros itens de emergência.  

© Acnur/Ariane Maxiandeau
Abrigos temporários foram construídos no Sudão por refugiados que fugiam de confrontos na região de Tigray, no norte da Etiópia.

 

A região concentra mais de 855 mil pessoas que precisam de auxílio humanitário este ano. O evoluir da nova situação coloca mais 1,1 milhão em situação frágil. A maioria é deslocada da região de Tigray e vive perto da fronteira entre o Sudão e a Eritreia.  

O PMA estima que um cenário negativo pode ter até 2 milhões de pessoas precisando de ajuda entre este mês e janeiro próximo. 

Resposta   

Metade dos 100 mil refugiados que já viviam em quatro acampamentos de Tigray recebiam apoio alimentar escolar e suplementar do PMA. 

Com parceiros, o PMA também mobiliza ajuda e a resposta para o possível aumento de refugiados. A meta é minimizar a interrupção de suas operações em curso em Tigray e garantir que a assistência alimentar chegue a mais pessoas na área etíope. 

Acnur/Hazim Elhag
A insegurança na região de Tigray, na Etiópia, está levando as pessoas a Hamdayet, no Sudão.

 

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