17 novembro 2020

 Agência da ONU para Refugiados, Acnur, cita 27 mil refugiados e fala em piora iminente; Programa Mundial de Alimentos, PMA, triplicou frequência de voos humanitários; falta de acesso e segurança ameaçam entrega de ajuda. 

Quase duas semanas após o início de confrontos na região etíope de Tigray, agências humanitárias chamam a atenção para o agravamento da situação nas fronteiras entre a Etiópia e o Sudão. 

O Programa Mundial de Alimentos, PMA, realçou que a crise evolui rapidamente e é “extremamente urgente” atender aqueles que fogem da violência.  

Acampamentos  

A região de Tigray está sendo alvo de combates entre as Forças de Libertação do Exército Tigray e tropas nacionais da Etiópia. Nas últimas semanas, os confrontos se escalaram com ataques e mortes. 

Acnur/Hazim Elhag
Refugiados etíopes que fogem de confrontos na região de Tigray, no norte do país, descansam e cozinham perto do centro de recepção Hamdayet do Acnur, após cruzarem para o Sudão.

 

O PMA em parceria com outras agências está ajudando a transportar tendas, utensílios e outros bens, incluindo serviços de telecomunicações de emergência. 

A agência triplicou a frequência dos voos semanais do Serviço Aéreo Humanitário da ONU. A meta é melhorar o atendimento das entidades de auxílio no local. 

Já a Agência da ONU para os Refugiados, Acnur, alertou para a iminência de “uma crise humanitária em grande escala” com o fluxo diário de etíopes de Tigray para o leste do Sudão. A movimentação nessa região não era visível há duas décadas. 

Longa jornada  

Mais de 27 mil pessoas atravessaram a fronteira de Hamdayet desde o início dos combates entre o exército e as Forças de Libertação do Povo Tigray. Mais etíopes chegam so Sudão “exaustos da longa jornada e com poucos pertences”.  

Desde sábado, o Acnur transferiu 2,5 mil refugiados da fronteira para o local do assentamento em Um Raquba, que ainda está em obras. A agência afirmou que existe necessidade crítica de identificar mais locais, para acomodar refugiados longe da fronteira e para que estes possam ter acesso a assistência e serviços. 

Falta eletricidade, telecomunicações e acesso a combustíveis e dinheiro.  

O Acnur e parceiros destacam que estão prontos para prestar auxílio aos deslocados em Tigray com artigos básicos logo que houver acesso e segurança. 

Acnur/Hazim Elhag
Refugiados etíopes que fogem de confrontos na região de Tigray, no norte do país, descansam e cozinham perto do centro de recepção Hamdayet do Acnur, após cruzarem para o Sudão.

 

 

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