República Centro-Africana enfrenta crise humanitária “terrível e complexa”
BR

23 janeiro 2020

Agência da ONU diz que são necessários US$ 401 milhões para atender necessidades críticas no país este ano; 2,6 milhões de pessoas precisam de ajuda.

O Escritório das Nações Unidas de Assistência Humanitária, Ocha, alertou que mais da metade da população da República Centro-Africana precisa de assistência e proteção humanitária. Ao todo, 2,6 milhões de pessoas estão nessa situação.

O Ocha diz que entre essas pessoas, 1,7 milhão precisam de assistência imediata para sobreviver.

Um pai descansa com o filho no hospital pediátrico de Bangui, na capital da República Centro-Africana. Foto: Unicef/Donaig Le Du

Plano de Resposta Humanitária

O país enfrenta uma crise humanitária “terrível e complexa”.

Para atender as necessidades dos mais vulneráveis, o governo da República Centro-Africana e a equipe humanitária lançaram o Plano de Resposta Humanitária 2020. A meta da iniciativa é ajudar 1,6 milhão de pessoas ​​e para isso busca arrecadar US$ 401 milhões.

Segundo o Ocha, o Plano de Resposta Humanitária visa abordar questões críticas relacionadas ao bem-estar físico e mental, condições de vida e proteção dos mais vulneráveis.

Crise

A agência da ONU diz que as restrições de segurança e acesso no país continuam a dificultar o acesso aos mais carentes. Em 2019, 306 incidentes de segurança afetaram trabalhadores humanitários.

Nessas ações, cinco trabalhadores humanitários foram mortos e 42 feridos.

A coordenadora humanitária na República Centro-Africana, Denise Brown, enfatizou a importância de os trabalhadores humanitários poderem continuar seus esforços e aliviar o sofrimento daqueles que precisam de apoio. Para ela, "se a assistência humanitária não for prestada em escala, a situação que já é grave irá piorar em 2020."

No ano passado, a comunidade humanitária arrecadou US$ 300,3 milhões e ajudou mais de 1,1 milhão de pessoas vulneráveis.

Ocha/Karen Perrin
Agência da ONU diz que as restrições de segurança e acesso no país continuam a dificultar o acesso aos mais carentes.

 

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