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ONU ajuda a recuperar seis rádios em Moçambique destruídas durante ciclone Idai BR

Vista exterior de um edifício bege de uma estação de rádio comunitária em Moçambique, com chão de terra batida e céu nublado.
PMA/Suzanne Fenton A Rádio Nhamatanda foi uma das rádios comunitárias que transmitiram mensagens de prevenção antes do ciclone

ONU ajuda a recuperar seis rádios em Moçambique destruídas durante ciclone Idai

Cultura e educação

Emissoras foram essenciais para transmitir mensagens de prevenção antes do desastre natural; com a recuperação das seis estações, ouvintes voltam a receber notícias e programação nove meses depois do desastre; juntas, as seis rádios têm mais de 1,9 milhão de ouvintes na província de Sofala.

Uma rede de organizações humanitárias, governamentais e do setor privado liderada pelo Programa Mundial de Alimentos, PMA, ajudou a reavivar emissoras de rádio que haviam sido destruídas pelo ciclone Idai, que afetou a região da Beira, em Moçambique.

A união do grupo restabeleceu seis estações que voltaram ao ar nove meses após o desastre natural, que afetou o país no ano passado.  O PMA disse que as emissoras “estão mais fortes do que nunca.”

Um homem moçambicano está sentado numa cadeira verde ao ar livre durante uma entrevista de rádio para o WFP).
Rodrigues, um dos apresentadores da Rádio Nhamatanda, arriscou sua vida para salvar o equipamento. Foto: PMA/Suzanne Fenton

Prevenção

Foi o serviço de informação dessas rádios que ajudou horas antes do ciclone, com notícias e recomendações para preparar as pessoas para o desastre. Segundo o PMA, “muitos conseguiram sobreviver devido aos avisos e conselhos transmitidos.”

Na véspera da passagem do Idai, as rádios de Sofala, Dondo, Aguia, Buzi e Nhamatanda receberam informações do governo local sobre como proteger os moradores.

Esses avisos foram dados pelos apresentadores, que também informaram sobre dicas de alimentos e documentos, busca de abrigo em terrenos altos, união da família e a importância de cuidados como se manterem longe de árvores e cabos, em áreas secas e com telefones carregados.

Falando ao PMA, o presidente do Conselho Municipal de Nhamatanda disse que “a rádio foi muito importante” porque “os avisos salvaram muitas vidas.”

Crianças caminham por uma rua lamacenta e alagada em Buzi, Moçambique, após a passagem do ciclone Idai. Palmeiras e edifícios danificados são visíveis ao fundo.
Unicef/UN0293297/DE WET Crianças numa estrada de Búzi, em Moçambique, danificada pelo ciclone Idai

Pós-ciclone

As estações continuaram a transmitir até perderem energia elétrica ou até mesmo seus equipamentos na tragédia. Um apresentador da Rádio Nhamatanda, Rodrigues, decidiu dormir no chão do estúdio para salvar o material. Ele conta que o ciclone Idai destruiu a casa dele.

O serviço da rádio também foi importante nos dias após a passagem do ciclone com utilidade pública para que os sobreviventes pudessem reencontrar seus familiares.

Uma das sobreviventes ligou para um programa e conseguiu ajuda para localizar o marido que foi levado pelas correntes.

Em novembro, um Complexo de Telecomunicações de Emergência, liderado pelo PMA, conseguiu restabelecer seis estações com novas torres de comunicação, transmissores e microfones.

Hoje, mais de 1,9 milhão de ouvintes podem novamente sintonizar suas estações de rádio favoritas.

O PMA diz que “o que aconteceu nos últimos meses não pode ser apagado, mas as pessoas podem estar melhor preparadas para o próximo desastre tendo acesso à informação.” Segundo a agência, “as rádios comunitárias podem ser uma tábua de salvação.”