Em Malabo, líderes africanos abordaram Fundo Fiduciário de Solidariedade Africana

12 junho 2019

FAO elogia Guiné Equatorial por colocar US$ 30 milhões ao dispor da iniciativa sobre produção alimentar; Guiné-Bissau está entre países beneficiários do fundo; Angola doou US$ 10 milhões para apoiar  pessoas mais vulneráveis no continente.

A Guiné Equatorial juntou esta terça-feira chefes de Estado, ministros e outros representantes de áreas de desenvolvimento em encontro que debateu o papel do Fundo Fiduciário de Solidariedade Africana, Astf.

Falando na cidade de Malabo, a vice-diretora geral da FAO disse que deve ser aproveitado o ímpeto e as principais lições aprendidas na área alimentar pelo continente nos últimos anos.

Diretora-geral adjunta da FAO, Maria Helena Semedo. Foto: FAO/Roberto Cenciarelli

Massa crítica

Maria Helena Semedo apontou a fome e a desnutrição como grandes desafios que apenas podem ser enfrentados com um compromisso mais abrangente em África.

A representante disse que a agência cria novas iniciativas, particularmente com parceiros de desenvolvimento, bancos e o setor privado para realizar o sonho de criar o fundo que precisa “de uma massa crítica de colaboradores”.

A iniciativa pretende espelhar a solidariedade entre os países africanos para melhorar a agricultura e a segurança alimentar. As nações participantes querem alargar parcerias e explorar mecanismos inovadores de financiamento para melhor enfrentar os desafios alimentares do continente.

Desde que foi lançado em 2013, o modelo pretende que o financiamento “de África para África” seja flexível, além de apoiar ações para desenvolver o continente.  

Visão

A Guiné Equatorial colocou US$ 30 milhões ao dispor do Astf. A medida foi elogiada por Semed, que destacou a “demonstração de visão, engajamento e um forte espírito de solidariedade para a África”.

Angola é um dos parceiros que na última década doou US$ 10 milhões para que a FAO pudesse abordar prioridades urgentes e desenvolver a capacidade produtiva dos mais vulneráveis em todo o continente.

A Astf beneficiou países como a Guiné-Bissau, onde piscicultores passaram a usar gaiolas flutuantes para a sua atividade e também aumentaram a cultura da mandioca para empregar jovens e fazer crescer a produtividade.

Centenas de milhares de agricultores familiares, mulheres e jovens em 41 países africanos apoiam  projetos para impulsionar oportunidades de emprego rural, aumentar a produção agrícola, gerar novas fontes de renda e construir resiliência.

©FAO
Agricultura é a área destacada para investimento estrangeiro

Fome

O vice diretor-geral da FAO, Abebe Haile-Gabriel, declarou que nenhum país consegue lidar com a fome e a desnutrição sozinho.

O também representante regional para a África disse haver muita expectativa com a segunda etapa da iniciativa, com base no compromisso, na apropriação local e na cooperação demonstrados pelos países do continente e pelo grupo “Amigos da África” durante a primeira fase.

 

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