Ação climática aumenta segurança hídrica e alimentar em São Tomé e Príncipe

11 junho 2019

Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento apoia projetos que promovem a resiliência das populações; como pequeno Estado insular, São Tomé e Príncipe já sofre os efeitos das alterações climáticas na agricultura, pescas e na economia. *

José Oquiongo trabalha como horticultor em São Tomé e Príncipe há 20 anos.

Durante esse período, tem enfrentado muitas dificuldades, especialmente na obtenção de água suficiente para irrigação durante os três meses da estação seca, que vai de junho a agosto, chamada “gravana”.

Os novos sistemas de irrigação permitiram aumentar a produtividade, by Pnud São Tomé and Príncipe

Futuro

O agricultor disse ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, que graças a um novo sistema de irrigação, ele está muito mais otimista em relação ao futuro.

Ele contou que, na última colheita, mesmo na estação seca, foi “capaz de produzir 100 sacos de repolho para vender.” Antes “não produzia nem um saco.”

O agricultor Manuel Camilo também fala das dificuldades que as comunidades de Bom de Sucesso e Terra Batata não precisam mais enfrentar. Ele disse que “na gravana quase ninguém trabalhava”, apenas produziam em pequenas quantidades para consumo familiar, mas agora trabalham porque têm água.

Oquiongo e Camilo estão entre os 180 agricultores que beneficiam de um novo sistema de irrigação inaugurado em dezembro de 2016, com apoio do Pnud.

Para São Tomé e Príncipe, essa região fértil abriga a maior concentração de horticultores do arquipélago. É também a fonte de abastecimento da maior parte do país com produtos frescos, dentre eles tomates, pimentão, couve, feijão verde e cenoura.

Efeitos

Nos últimos anos, várias iniciativas implementadas pelo Governo de São Tomé e Príncipe, com o apoio de parceiros multilaterais e bilaterais, visaram garantir o acesso a recursos hídricos preciosos ao longo do ano.

Sistema de irrigação apoiado pelo Pnud ajuda a produzir durante todo o ano, by Pnud São Tomé and Príncipe

Esses esforços incluem o projeto financiado pelo Fundo Global para o Ambiente, GEF intitulado Reforço das capacidades das comunidades rurais para a adaptação aos efeitos das mudanças climáticas em São Tomé e Príncipe. As ações são realizadas  nos distritos de Cauê, Me-Zochi, Região Autónoma do Príncipe, Lembá, Cantagalo e Lobata.

Consequências

A coordenadora do projeto, Dinasalda de Ceita, afirmou que o objetivo é “resolver o problema da falta de água durante a estação seca”, quando “os agricultores sofrem uma queda na produção, porque eles não podem produzir durante todo o ano."

Como pequeno Estado insular, São Tomé e Príncipe já sofre os efeitos das alterações climáticas, com consequências em setores como agricultura, pescas e economia.

Na agricultura, essas consequências são mais visíveis com o aparecimento de pragas e doenças que têm afetado várias plantações, bem como no excesso ou escassez de água durante todo o ano.

 

*Leia a história completa do Pnud aqui.

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