Marcus Miller: “Temos de nos unir e ajudar irmãos e irmãs em Moçambique”

30 abril 2019

No Dia Internacional do Jazz, o conceituado músico americano lança um apelo para ajudar oa país; Artista para a Paz da Unesco considera a situação “realmente terrível”, em mensagem exclusiva para a ONU News.

O consagrado músico americano Marcus Miller fez um apelo para que as pessoas ajudem Moçambique, depois de o país ter sido atingido pelos ciclones Idai e Kenneth.  O pedido foi feito no Dia Internacional do Jazz, marcado este 30 de abril.

Em mensagem exclusiva para a ONU News, o Artista para a Paz da Organização da Agência das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, Unesco, diz que “a situação em Moçambique, na África Austral, é realmente terrível.”

Moçambique, 29 de abril de 2010. Impactos do ciclone Kenneth no Rio Mieze, a 20 km de Pemba, em Cabo Delgado. Foto: PMA/Mohamed Razak

Artista para a Paz

Miller diz que os moçambicanos “acabaram de ser atingidos pelo segundo ciclone arrasador em seis semanas.” Segundo ele, “há cheias em todo o lado e cerca de 750 pessoas perderam suas vidas.”

Na quinta-feira, 25 de abril, a província de Cabo Delgado foi atingida pelo ciclone Kenneth. As Nações Unidas colocaram US$ 13 milhões ao dispor de agências humanitárias para os afetados nas ilhas Comores e em Moçambique.

Situação humanitária

O músico afirma ainda que “todas as colheitas foram destruídas, por isso é difícil encontrar comida” e que é preciso que as pessoas possam “fazer o que poderem para apoiar” às vítimas.

Miller diz ainda que se deve “visitar a Cruz Vermelha ou muitas outras agências humanitárias que podem ajudar” e termina a mensagem com um apelo:  as pessoas têm “mesmo de se unir e ajudar os irmãos e irmãs em Moçambique.”

Carreira

Miller é um músico, compositor e produtor norte-americano que foi nomeado Artista para a Paz da Unesco em 2013. O artista também foi porta-voz do Projeto Rota de Escravos, da mesma agência.

O músico recebeu duas vezes o prêmio Grammy e gravou mais de 500 músicas, em álbuns de estilos tão diferentes como jazz, R&B e ópera.

Ao longo de sua carreira, trabalhou com artistas lendários como o Embaixador da Boa Vontade Miles Davis, Herbie Hancock, Wayne Shorter e Eric Clapton.

Deslizamentos de terra são temidos no bairro de Mahate, em Pemba, depois que o ciclone Kenneth varreu Moçambique. , by Ocha/Saviano Abreu

Dia do Jazz

Estabelecido em 2011, o Dia Internacional do Jazz pretende “celebrar a arte do jazz, destacando o seu papel importante no incentivo ao diálogo, no combate à discriminação e na promoção da dignidade humana.”

Esse ano, o Hammer Hall, em Melbourne, na Austrália, foi escolhido para acolher o concerto que marca a data com artistas de todo o mundo. Chico Pinheiro, do Brasil, é um dos participantes.

Na sua página no Facebook, o brasileiro disse que está “ansioso por partilhar o palco com artistas tão incríveis, sobretudo em um evento tão bonito e especial.”

Também na Austrália, a cidade de Mount Gambier organiza este fim de semana o festival de jovens “Gerações em Jazz”. Segundo a Unesco, devem participar mais de 6 mil estudantes universitários e será o maior festival juvenil de jazz do mundo.

A agência diz que milhares de eventos em todo o mundo vão marcar a data. Segundo a agência, “a maioria das atividades vão se focar na educação e impacto comunitário, beneficiando milhões de estudantes, acadêmicos, músicos profissionais e amentes de música em todo o lado.”

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud

 

Rastreador de notícias: últimas sobre o tema

Ciclone Kenneth em Moçambique: “Algumas aldeias parecem ter sido demolidas”

Constatação é de grupo que inclui pessoal das Nações Unidas; funcionários humanitários alertam sobre futuras interrupções da operação humanitária por causa das fortes chuvas que afetam a província de Cabo Delgado, no extremo norte do país.

Ciclone Kenneth leva ONU a desembolsar US$ 13 milhões para apoiar vítimas

Fundo deve ajudar a assegurar alimentos essenciais, abrigo, saúde e água;  Moçambique tem 18 mil deslocados abrigados em centros de acomodação; tempestade sem precedentes matou pelo menos trinta e oito pessoas.