ONU condena ataque que matou três boinas-azuis no Mali
BR

24 fevereiro 2019

Militares que perderam a vida são da Guiné Conacri; ataque a veículos da Missão da ONU no país, Minusma, ocorreu na sexta-feira; pelo menos um soldado de paz teria ficado ferido no ato que aconteceu próximo da capital, Bamaco. 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, e os Estados-membros do Conselho de Segurança emitiram comunicados que condenam ‘nos termos mais fortes” o ataque ocorrido na área de Siby, perto da capital do Mali. 

Três boinas-azuis da Guiné Conacri morreram e pelo menos um outro teria ficado ferido após uma ação contra veículos da Missão da ONU no país, Minusma.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, by Foto ONU/Eskinder Debebe

Guiné Conacri

O chefe da ONU e os Estados-membros do Conselho expressaram condolências às famílias das vítimas, desejaram uma rápida recuperação aos feridos e solidariedade ao povo da Guiné Conacri e aos que “arriscam suas vidas servindo a missão”. 

A Guiné Conacri é o oitavo maior contribuinte de tropas para a Minusma, com 869 mulheres e homens servindo na missão. 

O chefe da ONU alertou que qualquer ataque contra as forças de paz da ONU pode ser considerado um crime de guerra e pediu às autoridades do Mali que "não poupem esforços para identificar e levar rapidamente à justiça os autores deste ataque”.

O Conselho de Segurança acrescentou que "o envolvimento no planejamento, direção, no patrocínio ou na condução de ataques contra as forças de paz da Minusma constitui uma base para a declaração de sanções”.

Minusma

Depois de um golpe fracassado seis anos atrás, a proliferação de grupos armados lutando contra forças do governo e seus aliados nas áreas centrais e do norte do Mali levou o país ao conflito.

A Minusma é atualmente considerada a missão de paz mais perigosa da ONU. Desde que foi criada em 2013, mais de 180 boinas-azuis foram mortos. Somente em 2019, ocorreram 15 destas mortes.

Guterres reafirmou, no entanto, a determinação da missão, que atualmente conta com 16.227 servidores. O chefe da ONU acrescentou que a missão irá "continuar implementando seu mandato de apoio ao povo e ao governo de Mali em sua busca pela paz”.

Essa declaração foi repetida pelos membros do Conselho de Segurança, que enfatizaram que "esses atos hediondos não minarão sua determinação de continuar apoiando o processo de paz e reconciliação no Mali".

Em 2015, um acordo de paz apoiado pela ONU foi assinado por grupos armados e o governo de Mali. No entanto, segundo as Nações Unidas, a continuação da violência tornou sua implementação muito desafiadora.

 

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