Guterres pede aos envolvidos que reduzam as tensões na Venezuela
BR

24 fevereiro 2019

Chefe da ONU disse que ficou chocado e entristecido com perda de civis; secretário-geral apela que violência seja evitada a qualquer custo e que força letal não seja usada em nenhuma circunstância.
 

Em comunicado emitido pelo seu porta-voz, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse que “está seguindo com crescente preocupação a escalada das tensões na Venezuela.”  Segundo a nota, o chefe da ONU ficou “chocado e entristecido” ao saber que vários civis perderam a vida no contexto dos acontecimentos deste sábado.

O secretário-geral fez um apelo para que a violência seja evitada a qualquer custo e que a força letal não seja usada em nenhuma circunstância.

Calma

Guterres também pediu calma na Venezuela e  apelou que todos os envolvidos reduzam as tensões e façam tudo que for possível para evitar uma escalada ainda maior da situação.

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, também condenou neste domingo as cenas violentas em vários pontos ao longo das fronteiras da Venezuela com a Colômbia e o Brasil, e na própria Venezuela. Em particular, Bachelet condenou o uso excessivo da força pelas forças de segurança venezuelanas, assim como o envolvimento de elementos pró-governo, que resultaram em pelo menos quatro mortes confirmadas e mais de 300 feridos na sexta e no sábado.
 
A chefe dos direitos humanos da ONU disse que "as pessoas foram baleadas e mortas, outras, segundo informado, tiverem ferimentos dos quais nunca poderão se recuperar completamente, incluindo a perda de visão".  Para Bachelet "estas são cenas vergonhosas e o governo venezuelano deve impedir que suas forças usem força excessiva contra manifestantes desarmados e cidadãos comuns ".

Fronteiras

Segundo agências de notícias, Cúcuta, cidade colombiana que fica na fronteira com a Venezuela, foi um dos principais locais onde teriam ocorrido tentativas de entrada de ajuda humanitária apoiadas pela oposição.

Agências também informam que na noite de quinta-feira, o governo venezuelano teria anunciado o fechamento das fronteira do país com o Brasil para impedir a entrada dos carregamentos com ajuda humanitária. Os caminhões com os mantimentos estariam parados na cidade brasileira de Pacaraima, em Roraima.  

De acordo com relatos das agências, houve confrontos tanto em áreas de fronteira da Venezuela com o Brasil como da Venezuela com a Colômbia.

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