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ONU organiza conferência de doadores para apoiar refugiados rohingya   BR

Uma vista panorâmica do campo de refugiados de Hakimpura em Cox's Bazar, Bangladesh, mostrando crianças brincando em primeiro plano e fileiras de abrigos improvisados ​​em uma encosta ao fundo.
Ocha/Vincent Tremeau O campo de refugiados de Kutupalong em Cox's Bazar, Bangladesh, é um dos maiores do mundo e hospeda centenas de milhares de rohingyas que fugiram da violência em Mianmar

ONU organiza conferência de doadores para apoiar refugiados rohingya  

Migrantes e refugiados

Crise de deslocamento começou em 2017; 96% de todos os refugiados estão vulneráveis ​​e dependem inteiramente de assistência humanitária; conferência de doadores acontece esta terça-feira para financiar resposta.

Agências da ONU lançaram um novo Plano de Resposta Conjunta, de US$ 943 milhões, para apoiar os refugiados rohingya e a comunidade de acolhimento que vivem em Cox's Bazar, Bangladesh. 

Esta terça-feira, a ONU organiza em Genebra uma conferência de doadores para financiar o novo plano.  

Necessidades 

Os quase 900 mil refugiados rohingya em Bangladesh começaram chegando de Mianmar em agosto de 2017. As décadas anteriores foram marcadas por discriminação sistemática e violência direcionada. 

Vila queimada em Kutupalong, Bangladesh, mostrando as consequências do incêndio, com abrigos destruídos e árvores carbonizadas.
Unicef Bangladesh 2021 Incêndio devastador atingiu o campo de refugiados de Kutupalong em 22 de março

Segundo a Organização Internacional para as Migrações, OIM, as necessidades são imensas e desafios complexos continuam a surgir.  

Em comunicado, o diretor geral da OIM, António Vitorino, disse que “a comunidade internacional deve continuar a defender soluções sustentáveis ​​em Mianmar que facilitariam o que todos os refugiados rohingya expressaram, consistentemente, como sua principal preocupação, voltar para casa.” 

Pandemia 

Em 2020, a comunidade humanitária mudou rapidamente as prioridades para responder ao impacto da Covid-19 nos 34 campos de Cox’s Bazar. 

Uma recente pesquisa da ONU revelou uma diminuição na manutenção de abrigos e meios de subsistência, e deterioração no ambiente de proteção. Esses desafios, e outros como a preparação e resposta às monções e ciclones, permanecerão na vanguarda da resposta. 

A OIM continuará a fornecer abrigos de emergência para salvar vidas e itens básicos de socorro para apoiar as famílias afetadas pelo recente incêndio, monções e outros desastres e choques.  

As atividades descritas no apelo promovem o acesso equitativo a serviços de saúde mental e apoio psicossocial para todos os indivíduos afetados por crises. A OIM também visa encorajar o uso de pacotes essenciais de saúde, combatendo a desinformação e apoiando o envolvimento da comunidade. 

O impacto da crise também requer esforços concertados para apoiar as comunidades anfitriãs afetadas pelos aumentos de preços e meios de subsistência difíceis. 

Alimentação 

Quase quatro anos após o início da crise, a segurança alimentar continua a ser uma prioridade.  

Segundo o Programa Mundial de Alimentos, PMA, 96% de todos os refugiados estão vulneráveis ​​e dependem inteiramente de assistência humanitária. Isso se deve em grande parte ao impacto da Covid-19 e aos ajustes em uma comunidade frágil com oportunidades limitadas de renda. 

A vulnerabilidade entre a comunidade anfitriã também aumentou desde o início da pandemia, já que a maioria da força de trabalho em Cox's Bazar era assalariada diária. 

O PMA ampliou sua assistência com vouchers eletrônicos para quase toda a população rohingya, fornecendo uma cesta básica para 860 mil pessoas. 

Um dos principais focos da agência este ano é abrir e expandir o número de locais que dão aos refugiados acesso a uma escolha mais ampla de vegetais e frutas produzidos localmente, bem como frango e peixe vivo. 

Nur Ayna, instrutora de língua birmanesa, ensina um estudante refugiado rohingya em um abrigo improvisado em Kutupalong, Bangladesh.
Acnur/Iffath Yeasmine A maioria dos refugiados rohingya vive nestes assentamentos desde agosto de 2017

O PMA está integrando a comunidade anfitriã na resposta e proporcionando oportunidades econômicas, injetando US$ 10 milhões na economia local todos os meses. 

Toda a assistência alimentar fornecida por meio de seus vouchers eletrônicos e lojas de alimentos frescos é produzida e adquirida localmente, proporcionando oportunidades econômicas vitais, ao mesmo tempo que melhora a diversidade alimentar dos refugiados. 

Desastres 

Cox’s Bazar é extremamente sujeito a desastres naturais. A cada 12 meses, ocorre uma monção e duas temporadas de ciclone em Cox’s Bazar. 

Em 2021, o PMA deve continuar suas atividades de redução de risco de desastres, incluindo a reabilitação de abrigos, melhorando os sistemas de drenagem, estabilizando encostas nos acampamentos, mantendo as florestas existentes e plantando novas, e ajudando as comunidades a diversificar suas atividades de subsistência para que não dependam apenas da agricultura para renda.