ONU pede libertação imediata de detidos na Rússia por protestos  BR

Demonstrações também aconteceram fora da Rússia, como esta que aconteceu em Londres, no Reino Unido
Unsplash/Liza Pooor
Demonstrações também aconteceram fora da Rússia, como esta que aconteceu em Londres, no Reino Unido

ONU pede libertação imediata de detidos na Rússia por protestos 

Direitos humanos

Relatos apontam 1,4 mil pessoas foram presas na terça-feira; Escritório de Direitos Humanos revela estar profundamente consternado com a condenação de Aleksei Navalny, político da oposição, a pena de prisão.
 

O Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas pediu às autoridades russas que "libertem, imediatamente, todas as pessoas detidas por exercerem seu direito à liberdade de reunião e expressão nos protestos" das últimas semanas.

Falando a jornalistas em Genebra, a porta-voz do Escritório, Ravina Shamdasani, destacou relatos de que, apenas na terça-feira, foram detidas 1,4 mil pessoas.

Oposição

Nas últimas semanas, pessoas foram as ruas em todo o país contra a detenção de Aleksei Navalny, um político da oposição. Navalny foi preso em janeiro, quando regressou ao país depois de se recuperar de uma tentativa de assassinato por envenenamento.

Segundo a porta-voz do Escritório, o governo russo deve garantir que os protestos sejam tratados de acordo com as suas obrigações ao abrigo do direito internacional dos direitos humanos.

Aleksei Navalny voltou à Rússia em fevereiro, da Alemanha, onde foi socorrido em agosto passado com suspeita de envenenamento com um gás nervoso
ONU/Paulo Filgueiras
Aleksei Navalny voltou à Rússia em fevereiro, da Alemanha, onde foi socorrido em agosto passado com suspeita de envenenamento com um gás nervoso

O Escritório também está “profundamente consternado” com a condenação de Aleksei Navalny.

Na terça-feira, um tribunal de Moscou condenou o político da oposição à prisão por supostamente violar as condições de uma sentença suspensa de 2014 em um caso de peculato.

Prisão domiciliar

A porta-voz lembrou que o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos já decidiu, em 2017, por unanimidade, que o caso foi “arbitrário, injusto e manifestamente irracional.”

Agora, o juiz converteu a antiga sentença de 3,5 anos para dois anos e oito meses, dando crédito pelo tempo que Navalny já passou em prisão domiciliar.