Agências da ONU apoiam idosos e outros grupos fragilizados em comunidades do Rio Janeiro
BR

4 junho 2020

Assistência chega a 10 favelas através do Programa Territórios Sociais; beneficiários são milhares de idosos doentes; ONU-Habitat recolheu dados e Unicef garantiu aquisição de materiais de higiene para tempos de pandemia; iniciativa ocorre em parceria com o governo local.

O Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos, ONU-Habitat apoia uma iniciativa que ofereceu kits de higiene a 2,5 mil idosos vulneráveis e doentes. A ideia é que o material ajude no controle da Covid-19 em comunidades do Rio de Janeiro.

Os moradores das Comunidades do Alemão, Maré, Chapadão, Pedreira, Vila Kennedy, Lins, Penha, Cidade de Deus, Jacarezinho e Rocinha são cobertos pelo Programa Territórios Sociais. O Fundo da ONU para a Infância, Unicef, também colabora nessa iniciativa que atua em 10 assentamentos informais.

Seleção

Um sem-teto dorme nas ruas do Rio de Janeiro. Foto: Carolina Olgador

Os idosos, incluindo acamados e com problemas cardíacos, receberam cestas básicas, desinfetantes, sabonete líquido, desodorante, xampu e escovas de dentes com o apoio da Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro. A seleção do grupo foi baseada na recolha de dados produzidos pelo Programa Territórios Sociais.

Nesse processo, a ONU-Habitat Brasil ajudou as atividades em comunidades para garantir que a assistência chegasse aos mais pobres e fragilizados. Na sequência da iniciativa, vários beneficiários continuam sendo monitorados por telefone em tempo marcado pela restrição de visitas de campo por causa da pandemia.

De acordo com o representante regional da ONU-Habitat para a América Latina e Caribe, Elkin Velásquez, foi importante que as bases de dados sejam produto de pesquisas e mapeamentos gerenciados por membros da comunidade.

Assistência

Nesse processo, a recolha das infomações ajudou na ação municipal para direcionar a prestação de assistência para garantir que chegue às pessoas certas.

O Programa Territórios Sociais identifica famílias que vivem em comunidades com uma equipe de 66 agentes de campo.

A maioria dos colaboradores é de mulheres que em nove meses entrevistaram mais de 117 mil famílias.

Nessas ações foram identificados cerca de 25 mil agregados mais vulneráveis que estão sendo acompanhados e apoiados.

Cerca de 8 mil famílias receberam visitas de trabalhadores da saúde e outras 4 mil tiveram assistência social.

 

Agência Brasil/Fabio Pozzebom
Comunidade no Rio de Janeiro, Brasil.

 

 

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