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ONU-Habitat: favelas e comunidades são próxima frente de batalha contra coronavírus  BR

Dioximar Guevara vive com os cinco filhos em San Felix, uma favela de Bolívar, na Venezuela
Ocha/Gemma Cortes
Dioximar Guevara vive com os cinco filhos em San Felix, uma favela de Bolívar, na Venezuela

ONU-Habitat: favelas e comunidades são próxima frente de batalha contra coronavírus 

Saúde

Em artigo de opinião, chefe da agência, Maimunah Mohd Sharif, lembra que mais de 1 bilhão de pessoas vivem em assentamentos informais, onde há desafios para aplicar medidas de prevenção da OMS contra doença

A contaminação com covid-19 deve alastrar-se de grandes cidades como Milão, Wuhan, Nova Iorque e Madri para áreas com enormes desafios de resposta à medida que a pandemia chega à África, América Latina e a outros países da Ásia.

E a maior preocupação é com os assentamentos informais, favelas e comunidades em cidades como Rio de Janeiro, Mumbai e Johannesburgo. 

OMS

O alerta é parte de um artigo de opinião da diretora-executiva do ONU-Habitat, a agência das Nações Unidas para Assentamentos Humanos. 

Para Maimunah Mohd Sharif, a chegada da pandemia às favelas será a nova frente global de batalha contra a doença porque ali é difícil aplicar medidas de prevenção recomendadas pela Organização Mundial da Saúde, OMS. 

Existem 1 bilhão de pessoas vivendo em assentamentos informais no mundo. Fontes inseguras de água corrente, falta de sabão e de álcool gel geram dificuldades para a lavagem frequente de mãos. 

Setor informal 

Um outro ponto é a superlotação das casas e a dificuldade de distanciamento social. Muitos moradores utilizam banheiros comunitários e buscam água em fontes compartilhadas. E a subsistência de muitos habitantes depende do mercado e da venda ambulante no setor informal. 

Para Mohd Sharif, as medidas de assistência social anunciadas pelos países desenvolvidos para socorrer a população das consequências econômicas e de saúde da covid-19 têm de ser implementadas pelos países em desenvolvimento, aonde a pandemia se desloca.

Moradia 

Segundo ela, esse deve ser um esforço de governos, setor privado e sem fins lucrativos para fornecerem água, saneamento básico e moradia adequada antes que o novo coronavírus se espalhe descontroladamente por esses assentamentos.

E segundo a chefe do ONU-Habitat, a comunidade internacional deve apoiar esses governos com equipamentos e tanques de água além de outros itens de prevenção e enfrentamento da pandemia.

Ex-prefeita em seu país natal, Malásia, Mohd Sharif diz que as populações de comunidades são resilientes e bem organizadas, e têm interesse em defender a
saúde, o que segundo ela, é uma grande vantagem na luta contra a doença.