Assembleia Geral adota resolução para proteger instituições educativas de ataques
BR

29 maio 2020

Texto foi aprovado com base em iniciativa do órgão sobre “procedimentos para decisões da Assembleia Geral durante a pandemia de Covid-19”; resolução também cria Dia Internacional para Proteger a Educação de Ataque, que passa a ser marcado em 9 de setembro.

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução para proteger instituições educativas em todo o mundo de ataques.
O documento, adotado no fim da tarde dessa quinta-feira foi patrocinado por 24 países incluindo Argentina, Portugal, Turquia e Quirguistão.

Escola atingida pelo conflito na Líbia.
Escola atingida pelo conflito na Líbia. Foto: ONU Líbia

Dia Internacional

A resolução também estabelece 9 de setembro como o Dia Internacional para Proteger a Educação de Ataque.

Os países-membros basearam-se em outros documentos da casa como a resolução 69/290 sobre o direito ao ensino em emergências, que condena ataques a civis em conflitos armados incluindo a alunos e professores. 

Atentados a escolas e outras instituições de ensino são proibidos pela lei internacional e podem ser configurados como desrespeito às Convenções de Genebra, de 1949.

Violência de gênero

No texto, a Assembleia Geral lembra que muitas crianças em conflitos, especialmente meninas, ficam sem acesso à educação por causa da violência e insegurança. Além disso, várias escolas são usadas como quartel-general de grupos armados, o que é também banido pela lei internacional. 

Malala defende o direito das meninas a estudarem. Em 2014, ela ganhou o Prêmio Nobel de Paz.
ONU/Mark Garten
Malala defende o direito das meninas a estudarem. Em 2014, ela ganhou o Prêmio Nobel de Paz.

 

A resolução pede a governos que protejam as escolas e manifesta ainda preocupação com casos de violência sexual e de violência de gênero. Muitos desses ataques são deliberados para evitar que as meninas tenham direito à educação.

Um dos casos mais conhecidos é o da estudante e ativista paquistanesa Malala Yousafzai, que foi atacada a tiros dentro de um ônibus escolar no Vale do Swat.  Malala defendia o direito das meninas a estudarem. Em 2014, ela ganhou o Prêmio Nobel de Paz.
 

 

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