Unicef pede urgência na investigação das mortes de nove jovens em Paraisópolis, no Brasil BR

Protesto contra as mortes em Paraisópolis
Rovena Rosa/Agência Brasil
Protesto contra as mortes em Paraisópolis

Unicef pede urgência na investigação das mortes de nove jovens em Paraisópolis, no Brasil

Direitos humanos

Agência da ONU pede apuração das circunstâncias e da responsabilidade pelas mortes de nove adolescentes e jovens durante baile na comunidade de Paraisópolis, em São Paulo, na madrugada de domingo.

Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, pediu na quarta-feira, 4 de dezembro, a apuração das circunstâncias e da responsabilidade pelas mortes ocorridas durante baile funk na comunidade de Paraisópolis, em São Paulo. 

Comunidade de Paraisópolis, em São Paulo, Brasil.
Comunidade de Paraisópolis, em São Paulo, Brasil. Foto: Elaine Patricia Cruz/Agência Brasil

A morte de nove jovens com idades entre 14 e 23 ocorreu na madrugada do último domingo, 1º de dezembro. De acordo com agências de notícias, outras 12 pessoas ficaram feridas.

Responsabilidade

O Unicef disse que “diante da morte brutal” dos adolescentes e jovens é necessário reafirmar que “nenhuma vida vale menos”.

Para a agência da ONU, a apuração das circunstâncias e a responsabilidade pelas mortes é urgente, “cumprindo no sistema de justiça a prioridade absoluta a crianças e adolescentes garantida pela Convenção sobre os Direitos da Criança, a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente.”

Citando os nomes de todas as vítimas, Bruno, Dennys Guilherme, Denys Henrique, Eduardo, Gustavo, Gabriel, Luara, Marcos Paulo e Mateus, o Unicef destacou que essas foram “nove histórias interrompidas, nove famílias em dor profunda, centenas de jovens com medo.”

A agência expressou ainda total solidariedade “para cada família, amigo e morador de Paraisópolis.”

Urgência

O Unicef afirmou que “uma vida sem medo, sem racismo e sem violência é direito de cada criança, adolescente e jovem, independente do local onde more.” Para a agência, “uma cidade que vem reduzindo os homicídios entre a sua população não pode aceitar a morte violenta de seus meninos e meninas.”

A nota conclui dizendo que é “urgente prevenir novas mortes”.