Nações Unidas dizem que Chile precisa de “diálogo urgente” para resolver crise
BR

21 outubro 2019

Alta comissária para direitos humanos e ex-presidente do país, Michelle Bachelet, pediu a todos os atores políticos e civis para iniciar diálogo e evitar mais polarização da situação por atos ou gestos; país vive onda de protestos contra aumento do custo de vida.

A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos apelou a integrantes da sociedade civil e do cenário político no Chile que iniciem um “diálogo imediato” para resolver a crise no país.

Michelle Bachelet, que foi presidente do Chile por duas vezes, disse que o diálogo pode ajudar a evitar que o quadro se polarize ainda mais através da retórica ou de atos.

Manifestantes tomam as ruas de Santiago, Chile.
Manifestantes tomam as ruas de Santiago, Chile. Foto: Diana Leal

Investigações

O Chile está atravessando uma onda de protestos de rua, há cinco dias, após o anúncio de aumento no custo de vida com grandes manifestações na capital, Santiago do Chile. Pelo menos oito pessoas morreram, mas o número de vítimas fatais pode ser mais alto.

Mais de 40 pessoas ficaram feridas, nove delas gravemente. O Ministério do Interior disse que o número de presos desde o início das manifestações é de 1906.

Bachelet afirmou que está “profundamente perturbada e triste com a violência, a destruição e a quantidade de mortos e feridos”. Ela disse que os casos de morte devem ser investigados de forma independente.

Para a alta comissária da ONU, as autoridades devem ater-se aos ditames de direitos humanos internacionais. Qualquer decreto de toque de recolher deve ser uma exceção e feito dentro da lei.

Solução

Ela recebeu relatos de excesso de força policial e de que alguns detidos foram impedidos de falar com seus advogados.

Michelle Bachelet disse que no interesse do país, ela pedia ao governo para cooperar com todos os setores da sociedade para encontrar formas de solução que acalmem a situação e que atendam às aspirações do povo chileno.

Ela finalizou pedindo que não haja violência nas manifestações desta segunda-feira.

 

 

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