Nações Unidas entregam viatura para apoiar maior área protegida em Moçambique

3 outubro 2019

Expectativa do Pnud é que veículo também beneficie funcionários da Reserva Nacional do Niassa; uma parte deles vive a 30 km do local de trabalho; região de conservação também é financiada pelo Fundo Global para o Meio Ambiente.*

Expectativa do Pnud é que veículo também beneficie funcionários da Reserva Nacional do Niassa; uma parte deles vive a 30 km do local de trabalho; região de conservação também é financiada pelo Fundo Global para o Meio Ambiente.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, entregou uma viatura à maior área de Moçambique.

O representante residente adjunto do Pnud  no país disse que a viatura vai beneficiar comunidades da Reserva Nacional do Niassa, no evento que aconteceu na quarta-feira, em Maputo. Para Francisco Roquette, estas populações são os principais atores do desenvolvimento das áreas de conservação.

Francisco Roquette, representante residente adjunto do Pnud em Moçambique e James Bampton, diretor do Escritório da WCS em Moçambique. Foto: ONU News/ Ouri Pota

Compromisso

“Este autocarro irá contribuir para o alcance dos objetivos do projeto, principalmente no fortalecimento institucional da Reserva Nacional de Niassa. Além de servir aos trabalhadores da Reserva, irá ajudar na deslocação das comunidades para um maior envolvimento das mesmas nas suas áreas de conservação. O Pnud quer reiterar o seu compromisso e disponibilidade para continuar e incrementar a parceria com a Wildlife Conservation Society,WCS, na prossecução dos objetivos do projeto, e demais iniciativas de conservação da biodiversidade.”

Em Moçambique é desenvolvida a iniciativa Probio apoiada pelo Fundo Global para o Meio Ambiente, GEF. Cerca de US$ 16 milhões já foram aplicados no projeto, que somente na Reserva Nacional Niassa teve investidos US$ 7 milhões.

O projeto é conhecido  como “Fortalecimento da conservação das espécies globalmente ameaçadas em Moçambique, através da melhoria na aplicação da lei da biodiversidade e da expansão das áreas de conservação comunitárias na zona tampão das áreas de conservação”.

Em Niassa, o montante já foi usado para mobilizar meios de transporte aéreo para fiscalizar a área protegida. Segundo as autoridades, a perda de animais causada pela caça furtiva baixou de forma significativa na reserva nacional.

Corredor

“Destacamos com satisfação que para a espécie elefante, que era bastante dizimada na reserva. Há mais de um ano, não há registo de qualquer morte causada pela caça furtiva. Encoraja-nos também o facto de ao longo do corredor Marrupa – Mecula, cerca de 10 mil pessoas, 53 % dos quais são mulheres, são diretamente beneficiadas pela implementação do projeto, principalmente da criação e operacionalização das áreas de conservação comunitárias.”

Na ocasião, o diretor do Escritório da Wildlife Conservation Society, WCS, em Moçambique, James Bampton, enalteceu o apoio do Pnud para adquirir a viatura.

“A sede da reserva do Niassa fica mas ou menos 30 km da sede do distrito de Mecula, longe das comunidades onde vivem os funcionários que trabalham para a administração da reserva. O nosso objetivo é trazer os funcionários da reserva diariamente da sua casa para a reserva de uma forma mais digna e com segurança, principalmente durante a época chuvosa.”

Peças

Bampton acrescentou que existem condições para melhor conservação da viatura.

“Muitas vezes este tipo de equipamento tem falta de manutenção, mas pelo menos neste projeto também temos fundos para comprar as peças e temos uma oficina bem equipada e um corpo de mecânicos bem qualificados. Então temos o compromisso de cuidar bem do autocarro. Muito obrigado ao Pnud pela aquisição da viatura para a Reserva Nacional do Niassa.”

A WCS participa na coordenação do Projeto Probio na área de conservação com 42 mil km2. Entre eles estão a Administração Nacional das Áreas de Conservação, Anac, e o Projeto de Restauração da Gorongosa.

Cerca de 60 mil pessoas vivem na reserva que possuí um sistema de concessões para os blocos de caça desportiva e ecoturismo, gerando receitas que também beneficiam as comunidades locais.

As ações para conservar a vida selvagem, lideradas pelo Governo de Moçambique, incluem combater ameaças da exploração excessiva de recursos naturais, advocacia ao nível da política nacional e gestão de áreas protegidas.

 

*De Maputo para ONU News Ouri Pota.

 

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