Moçambique acolhe conferência internacional de doadores para reconstrução após ciclones

30 maio 2019

Evento decorre sexta-feira e sábado na cidade da Beira, uma das áreas mais atingidas; estimativas apontam para cerca de 1,85 milhão de pessoas afetadas; país precisa de US$ 3,2 mil milhões.

A cidade da Beira, em Moçambique, acolhe esta sexta-feira e sábado uma Conferência Internacional de Doadores para conseguir financiamento para a reconstrução após os ciclones que atingiram o país.  

A conferência é organizada pelo Secretariado de Reconstrução Pós-ciclone, recentemente criado pelo Governo de Moçambique para facilitar a reconstrução e a construção de resiliência nas áreas afetadas. As Nações Unidas apoiam o evento.

Famílias no acampamento Samora Michel na Beira, em Moçambique, OIM/Sandra Black

Avaliação

Nas últimas semanas, o país realizou uma Avaliação das Necessidades Pós-Desastres, Pdna na sigla em inglês. O estudo técnico aprofundado teve o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, União Europeia, Banco Mundial e Banco Africano de Desenvolvimento.

Segundo a porta-voz do governo de Moçambique, Ana Comoana, "este relatório constitui a base da conferência da Beira".

De acordo com a pesquisa, Moçambique precisa de US$ 3,2 mil milhões para a reconstrução pós-ciclone nas áreas sociais, produtivas e de infraestruturas afetadas nas províncias de Sofala, Manica, Tete, Zambézia, Inhambane, Nampula e Cabo Delgado.

Sobre os esforços de reconstrução, o documento diz que “o impacto negativo das alterações climáticas é agora uma realidade crescente para Moçambique, e essa situação deve ser considerada agora e no futuro.”

Programa

O primeiro dia da conferência, sexta-feira, será ocupado com discussões técnicas. O segundo dia será dedicado às promessas dos diferentes doadores, e será presidido pelo presidente do país, Filipe Jacinto Nyusi.

Espera-se que cerca de 700 participantes de organizações internacionais, parceiros de desenvolvimento, setor privado e organizações da sociedade civil estejam presentes na conferência.

O ciclone Kenneth causou grandes danos nos sistemas de energia nas zonas urbanas usados para fornecer água e as fortes chuvas infetaram muitos furos e poços das zonas rurais, tornando-os inutilizáveis, PMA/Mohamed Razak

Danos

O país foi primeiro atingido a 14 de março pelo ciclone Idai, que causou mais de 600 mortes. Seis semanas depois, o Kenneth atingiu as províncias de Cabo Delgado e Nampula. Esta foi a primeira vez que o país sofreu com ciclones arrasadores no prazo de seis semanas.

A diretora do Escritório Regional para a África do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, disse que a agência “apoia plenamente os esforços do Governo de Moçambique para alcançar uma recuperação e resiliência sustentáveis.”

Ahunna Eziakonwa visitou Moçambique em abril para ver os danos e disse que testemunhou "pessoalmente os resultados da devastação causada pelo Ciclone Idai durante a recente visita às áreas afetadas."

As Nações Unidas ajudam iniciativa através do Escritório de Assuntos Humanitários, Ocha, e o Pnud que concede apoio político e técnico, tendo prestado assistência nos esforços de recuperação desde o início.

 

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