Guterres a caminho da RD Congo para incentivar resposta ao surto de ebola que provocou 2 mil mortes
BR

30 agosto 2019

Secretário-geral da ONU quer expressar a solidariedade com o povo e governo congoleses; cerca de 3 mil pessoas já foram infectadas pela doença em um ano; OMS alerta para o alto risco de alastramento do vírus.

O secretário-geral das Nações Unidas está a caminho da República Democrática do Congo, RD Congo, para uma visita em que pretende manifestar seu apoio aos funcionários que atuam na resposta ao surto de ebola.

António Guterres vai expressar a sua solidariedade com o povo e governo congoleses perante o surto que ocorre há mais de um ano, segundo as Nações Unidas.

Profissionais

A Organização Mundial da Saúde, OMS, anunciou que cerca de 3 mil pessoas já foram infectadas pela doença, que matou 2 mil pessoas em um ano. As mulheres compõem 58% das vítimas e outros 28% são menores de 18 anos. Até o momento, 156 profissionais de saúde foram contaminados pelo vírus.

O Fundo da ONU para a Infância, Unicef, lembra os recentes avanços na busca de um tratamento bem-sucedido e a eficácia dos esforços de vacinação para impedir a transmissão que, pela primeira vez, mostram que existem meios para prevenir e tratar a doença.

No entanto, a agência destaca que esses progressos têm pouco significado se as pessoas ainda tiverem medo de procurar tratamento ou forem muito lentas para detectar sintomas. A agência pede que seja garantido que a população seja informada, envolvida e haja investimento na resposta para acabar com a doença.

De acordo com a OMS, o ritmo de transmissão do ebola que foi verificada esta semana é similar ao dos últimos 90 dias, com uma média de 77 casos semanais registrados nas províncias orientais de Kivu do Norte, Kivu do Sul e Ituri.

©Unicef/Thomas Nybo
Um membro da equipe de engajamento da comunidade do ebola responde perguntas sobre o atual surto em Goma, província de Kivu do Norte, no leste da República Democrática do Congo.

Comunidades

Em áreas onde ocorrem novos casos, continua a ser dada ênfase na detecção precoce de casos, na investigação, na identificação, no acompanhamento de pessoas que tiveram contato com pacientes e no envolvimento comunitário.

No entanto, continuam as atividades de vigilância e resposta na povoada cidade de Goma e arredores, onde a OMS alerta que continua alto o risco de um maior alastramento do ebola.

Para o Programa Mundial de Alimentação, PMA, reverter essa situação é uma tarefa dificultada pela insegurança e pela infraestrutura inadequada. Com o aproximar da estação chuvosa será ainda mais difícil ter acesso a áreas mais remotas.  

A agência avalia as infraestruturas de transporte e armazenamento para apoiar a expansão de ações do governo e de seus parceiros para novas áreas congolesas.

Médicos

O PMA entrega alimentos a pessoas que tiveram contato com as vítimas e suas famílias. Isso incentiva o retorno delas aos locais de distribuição, onde também podem ser observadas pelos médicos pelo menos uma vez por semana durante o período de incubação do vírus.

A agência destaca ainda que a distribuição de alimentos é essencial nos esforços para conter o ebola, porque essa atividade ajuda a limitar o movimento de pessoas que podem espalhar a doença e impulsiona a vacinação.

 

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