Incêndios florestais preocupam presidente da Assembleia Geral da ONU
BR

22 agosto 2019

María Fernanda Espinosa pede mais ações do mundo para proteger florestas; agências de notícias destacam Brasil entre as regiões afetadas; situação acontece nos dois hemisférios em nações como Rússia, Dinamarca e Estados Unidos.

A presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas expressou preocupação com os incêndios florestais que ocorrem nos hemisférios Norte e Sul.

Em mensagem publicada esta quarta-feira no Twitter, María Fernanda Espinosa enfatiza que as florestas são cruciais para enfrentar as mudanças climáticas, promover a conservação da biodiversidade e a segurança alimentar.

Aumento

Agências de notícias informaram que focos de fogo florestal ocorrem na floresta amazônica brasileira, onde o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais informou ter havido um aumento de 83% em relação ao mesmo período de 2018.

As chamas tiveram ínicio há duas semanas no estado de Rondônia e estariam se expandindo para a fronteira com os vizinhos Paraguai, Peru e Bolívia, de acordo com os relatos das agências.

Na Sibéria, mais de 33.000 quilômetros quadrados de floresta pegaram fogo este mês, o que coloca a Rússia no caminho do pior ano com o registro deste tipo de incêndio.

De acordo com os relatos, a fumaça causada pelas chamas cobriu vastas áreas do território russo, incluindo cidades como Novosibirsk, e também cruzou o Oceano Pacífico para os Estados Unidos.

FAO/Rudolf Hahn
As florestas fornecem abrigo, empregos e segurança para populações que dependem delas.

Califórnia

Em território americano, o fim de semana teve incêndios no Alasca, marcando uma temporada de fogo considerada “excepcionalmente longa” para o estado.  Na Califórnia, que sofreu a temporada de incêndios florestais com maior destruição em 2018, há indicações da possível ocorrência de um grande incêndio.

Na semana passada, a Dinamarca enviou bombeiros para a Groenlândia para combater um incêndio que se está aproximando de áreas habitadas.

Na segunda-feira, um fogo florestal nas Ilhas Canárias obrigaram mais de 8 mil pessoas a fugir.

Para María Fernanda Espinosa, o mundo deve fazer mais para proteger suas florestas e tomar ações climáticas urgentes.

 

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