Nações Unidas expressam solidariedade às vítimas do ciclone Idai em Moçambique
BR

15 março 2019

Secretário-geral disse que organização está pronta para apoiar resposta humanitária com o governo; 20 toneladas de biscoitos altamente energéticos chegam ao país este sábado; presidente da Assembleia Geral lamenta perdas na cidade da Beira.

As Nações Unidas expressaram a sua solidariedade com o povo de Moçambique após chuvas, inundações e o ciclone tropical Idai que afetam o país.

Cerca de 600 mil pessoas foram afetadas pelo mau tempo associado ao desastre. 

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Vista aérea de Moçambique afetada por alagamentos devido ao ciclone tropical Idai, Foto: ONU Moçambique

Desastre

O secretário-geral, António Guterres, expressou “profunda tristeza” pela perda de vidas no território moçambicano, além da destruição de propriedades e dos deslocamentos na sequência do mau tempo.

O chefe da ONU enviou condolências às famílias das vítimas, ao povo e ao governo, em nota que revela prontidão da organização para trabalhar na resposta às necessidades humanitárias provocadas pelo desastre natural.

A presidente da Assembleia Geral, María Fernanda Espinosa, expressou muita tristeza pelas perdas e pelos danos na cidade da Beira, atingida pelo ciclone. A declaração foi feita pela porta-voz, Monica Grayley.

ONU Moçambique
ONU Moçambique já está ajudando pessoas e famílias afetadas pelo ciclone tropical Idai

Campos

O governo declarou emergência nas áreas afetadas e pediu ajuda externa. Dezenas de pessoas morreram, outras dezenas de milhares foram deslocadas. Casas, estradas, pontes e campos cultivados foram destruídos.

Neste sábado, a área deve receber 20 toneladas de biscoitos altamente energéticos do Programa Mundial de Alimentação, PMA. O carregamento que faz parte da reserva da resposta a emergências da ONU, segue para a segunda maior cidade moçambicana partindo de Dubai.

A agência anunciou que tem intensificado os preparativos para atender às necessidades de assistência em larga escala em áreas afetadas.

O ciclone atingiu terra firme na quinta-feira perto da cidade portuária, que é habitada por mais de 500 mil pessoas. A situação agravou o impacto das inundações que provocaram destruição no centro e norte do país, e em áreas do interior do Maláui com 900 mil afetados, além do leste do Zimbabué.

EU/ECHO/Jacqueline Chinoera
O presidente do Maláui, Peter Mutharika, declarou estado de emergência nas áreas mais afetadas

Reservas

A agência também identificou reservas alimentares para apoiar a resposta tanto nos países afetados como nos vizinhos África do Sul e Zâmbia.

Nas áreas afetadas em Moçambique, circulam aviões não tripulados do PMA, também conhecidos como drones, que apoiam o mapeamento de emergência da agência de gestão de desastres, o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades.

 

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