Perspectiva Global Reportagens Humanas

Novo relatório sugere regras para a Área de Livre Comércio Continental Africana BR

Silhueta de uma plataforma petrolífera marítima no Mar Cáspio durante um pôr do sol dourado.
ONU Alcca deve favorecer a industrialização, o crescimento de empresas e crescimento do comércio entre países da África.

Novo relatório sugere regras para a Área de Livre Comércio Continental Africana

Desenvolvimento econômico

ONU News conversou com o economista da Divisão Africana e PMA da Unctad sobre os principais pontos do relatório; Acordo entrou em vigor em maio; países lusófonos foram citados.

A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad, lançou o Relatório de Desenvolvimento Econômico da África 2019. A publicação estabelece as regras de origem a serem implementadas pela Área de Livre Comércio Continental Africana, Alcca, que entrou em vigor em maio de 2019.

A ONU News conversou com o economista da Divisão Africana e Países Menos Avançados, PMA, da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento e Comércio, Unctad, sobre os principais pontos do relatório. Rolf Traeger destacou que essas regras, que ainda precisam ser formuladas, vão determinar o tratamento preferencial dos produtos para o comércio entre os países africanos.

Soundcloud
Uma pilha de notas de cem dólares dos Estados Unidos, com o retrato de Benjamin Franklin.
Economista ressaltou que as regras de origem do relatório vão impulsionar a industrialização e o crescimento econômico no próprio continente. Foto: ONU

Regras de Comércio

O economista ressaltou que as regras de origem do relatório vão impulsionar a industrialização e o crescimento econômico no próprio continente.

“São detalhes que são aparentemente técnicos, mas que tem forte importância sobre o quanto essa área de livre comércio vai ser capaz de incrementar o projeto interafricano. Então por isso é importante prestar bastante atenção a como essas regras vão ser decididas e implementadas, porque isso em parte vai determinar se a Alcca vai ter sucesso em fomentar o sucesso interafricano ou não.”

Lusófonos

De acordo com Traeger, a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral “é aquela tem o maior nível de comércio entre os países da própria região”, incluindo alguns países lusófonos, e por isso “as regras de origem da Alcca vão ser muito importantes.

 “A intenção justamente da Alcca é fomentar o crescimento do comércio entre os países da própria África, o comercio inter-regional africano.  Então, a intenção é que países, não só como Angola, Moçambique, mas também os outros países como Guiné-Bissau e Cabo Verde, intensifiquem o seu comércio com os países vizinhos, com os próprios países africanos em vez de ter um comércio tão intenso com os países que não são africanos”

Um homem de camisa branca e boné inspeciona uma grande vaca preta com chifres longos em um evento ao ar livre em Angola, com outras pessoas e animais ao fundo.
©FAO Jovens são 70% da população angolana

Juventude Africana

Traeger destacou a questão demográfica africana, como a população de maioria jovem da África Subsaariana, como um fator positivo para o crescimento econômico da região.

“A questão é como transformar esse potencial de crescimento em crescimento econômico real. Então, por isso é importante ter políticas de desenvolvimento, políticas industriais, mas também políticas de integração regional como a Alcca que criem maiores oportunidades de negócios, de estabelecimento e crescimento de empresas justamente para criar empregos para essa população jovem.”

Segundo o representante a Alcca deve favorecer a industrialização, o crescimento de empresas e crescimento do comércio entre países da África. A expectativa é que esses fatores contribuam para a criação de empregos para essa juventude.