Novo relatório sugere regras para a Área de Livre Comércio Continental Africana
BR

1 julho 2019

ONU News conversou com o economista da Divisão Africana e PMA da Unctad sobre os principais pontos do relatório; Acordo entrou em vigor em maio; países lusófonos foram citados.

A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad, lançou o Relatório de Desenvolvimento Econômico da África 2019. A publicação estabelece as regras de origem a serem implementadas pela Área de Livre Comércio Continental Africana, Alcca, que entrou em vigor em maio de 2019.

A ONU News conversou com o economista da Divisão Africana e Países Menos Avançados, PMA, da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento e Comércio, Unctad, sobre os principais pontos do relatório. Rolf Traeger destacou que essas regras, que ainda precisam ser formuladas, vão determinar o tratamento preferencial dos produtos para o comércio entre os países africanos.

Economista ressaltou que as regras de origem do relatório vão impulsionar a industrialização e o crescimento econômico no próprio continente. Foto: ONU

Regras de Comércio

O economista ressaltou que as regras de origem do relatório vão impulsionar a industrialização e o crescimento econômico no próprio continente.

“São detalhes que são aparentemente técnicos, mas que tem forte importância sobre o quanto essa área de livre comércio vai ser capaz de incrementar o projeto interafricano. Então por isso é importante prestar bastante atenção a como essas regras vão ser decididas e implementadas, porque isso em parte vai determinar se a Alcca vai ter sucesso em fomentar o sucesso interafricano ou não.”

Lusófonos

De acordo com Traeger, a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral “é aquela tem o maior nível de comércio entre os países da própria região”, incluindo alguns países lusófonos, e por isso “as regras de origem da Alcca vão ser muito importantes.

 “A intenção justamente da Alcca é fomentar o crescimento do comércio entre os países da própria África, o comercio inter-regional africano.  Então, a intenção é que países, não só como Angola, Moçambique, mas também os outros países como Guiné-Bissau e Cabo Verde, intensifiquem o seu comércio com os países vizinhos, com os próprios países africanos em vez de ter um comércio tão intenso com os países que não são africanos”

©FAO
Jovens são 70% da população angolana

Juventude Africana

Traeger destacou a questão demográfica africana, como a população de maioria jovem da África Subsaariana, como um fator positivo para o crescimento econômico da região.

“A questão é como transformar esse potencial de crescimento em crescimento econômico real. Então, por isso é importante ter políticas de desenvolvimento, políticas industriais, mas também políticas de integração regional como a Alcca que criem maiores oportunidades de negócios, de estabelecimento e crescimento de empresas justamente para criar empregos para essa população jovem.”

Segundo o representante a Alcca deve favorecer a industrialização, o crescimento de empresas e crescimento do comércio entre países da África. A expectativa é que esses fatores contribuam para a criação de empregos para essa juventude.

 

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