Número de mortos ultrapassa 200 após aumento da violência em Trípoli 
BR

18 abril 2019

Mais médicos especialistas da OMS seguiram para apoiar hospitais da linha de frente na capital da Líbia; ONU concede mais de US$ 2 milhões para auxílio às vítimas e transferência segura de migrantes e refugiados vulneráveis. 

O número de vítimas da escalada do conflito armado em Trípoli já chegou a 205 mortos e 913 feridos.  

A informação foi dada esta quinta-feira pela Organização Mundial da Saúde, OMS, que através das redes sociais anunciou ter enviado médicos especialistas para apoiar hospitais da linha de frente na assistência a dezenas de cirurgias. 

Migrantes num centro de detenção em Tripoli, na Líbia. Foto: Unicef/Alessio Romenzi

Conselho  

Esta quinta-feira, o Conselho de Segurança realiza uma reunião à porta fechada para debater a situação no país onde a violência aumentou desde o início de abril.  

O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Mark Lowcock, liberou US$ 2 milhões do Fundo Central de Resposta a Emergências, Cerf, para fornecer assistência essencial a vítimas civis do conflito, incluindo migrantes e refugiados vulneráveis. 

Na quarta-feira, o coordenador de ajuda de emergência disse estar profundamente preocupado com a escalada dos combates, afirmando que a noite de terça-feira representou “a pior violência contra civis desde 2014”. Vários bairros densamente povoados foram atingidos por bombardeios indiscriminados. 

Lowcock destacou o impacto devastador das explosões nas áreas povoadas ao apelar “a todas as partes que se abstenham de usar armas que ponham em risco a vida de mais civis e da infraestrutura.” 

Ocha/Giles Clarke
Unicef chama a atenção para a atual crise lembrando haver cerca de 500 mil crianças afetadas pela violência no oeste da Líbia. 

Emergência  

Os fundos do Cerf também devem apoiar a ação em hospitais e clínicas de saúde, incluindo o atendimento aos feridos e garantir o acesso a suprimentos médicos de emergência como kits cirúrgicos e de trauma.  

Com o valor, as agências humanitárias devem fornecer alimentos e artigos aos deslocados e ajudar na transferência segura de migrantes e refugiados vulneráveis de centros de detenção situados em áreas onde ocorreram ataques aéreos.  

Na noite de 16 de abril ocorreu o maior número de deslocamentos em cinco anos, com pelo menos 4,5 mil pessoas obrigadas a abandonar suas casas. 

A Organização Internacional para as Migrações, OIM, estima que o total de deslocados internos provocados pela atual crise subiu para cerca de 25 mil.   

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