Equipes de emergências médicas realizam dezenas de cirurgias na linha de frente na Líbia
BR

22 abril 2019

Grupo de especialistas da OMS atua em hospitais de Trípoli; Acnur pede soluções urgentes para pessoas presas que estão isoladas pelos confrontos; mais de 3 mil refugiados e migrantes continuam em centros de detenção de áreas em conflito. 

O número de mortos devido aos confrontos na capital da Líbia, Trípoli, já chegou a 254. Pelo menos 1.228 pessoas ficaram feridas nesses atos, segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, que enviou equipes de ajuda para hospitais. 

A agência revelou que na semana passada, as equipes de emergências médicas posicionadas na linha de frente realizaram 150 cirurgias de diversa complexidade.  

Número de mortos devido aos confrontos na capital da Líbia, Trípoli, já chegou a 254. Foto: Unsmil

Instalações  

Na região também atua a Agência da ONU para Refugiados, Acnur, para garantir a segurança dos mais vulneráveis, na terceira semana de combates entre forças do Governo de Unidade Nacional, GNA, reconhecido pela comunidade internacional, e o Exército Nacional Líbio, LNA, do ex-general Khalifa Haftar. 

Os funcionários da agência transferem as pessoas dos centros de detenção para instalações mais seguras. 

Pelo menos 539 refugiados foram retirados de vários desses locais situados próximos de zonas de conflito. O número inclui 179 pessoas retiradas de Abu Selim, ao sul de Trípoli, uma área marcada por intensos confrontos. 

A agência anunciou que mais de 3 mil refugiados e migrantes continuam presos em centros de detenção próximos de áreas onde ocorrem combates, incluindo os centros de detenção Qasr Bin Ghasheer, Al Sabaa e Tajoura. 

Ocha/Giles Clarke
Unicef chama a atenção para a atual crise lembrando haver cerca de 500 mil crianças afetadas pela violência no oeste da Líbia. 

Novos espaços  

O apelo do Acnur é que a comunidade internacional ofereça soluções urgentes para todos os refugiados presos e isolados na Líbia, incluindo em corredores de transferência ou de auxílio humanitário. 

A ideia é permitir que as instalações de reunião e de partida tenham maior segurança e para que sejam abertos novos espaços porque as atuais instalações têm uma capacidade limitada. 

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, chamou a atenção para a atual crise lembrando haver cerca de 500 mil crianças afetadas pela violência no oeste da Líbia. 

Quase 1,8 mil menores de idade precisam de transferência urgente das áreas onde ocorrem combates na linha de frente. Outras 7,3 mil foram deslocadas pela atual onda de violência. 

Unicef/Alessio Romenzi
Migrantes num centro de detenção em Tripoli, na Líbia.

Obrigações  

A agência lembrou a todas as partes em conflito na Líbia de suas obrigações de proteger as crianças em todos os momentos, tal como prevê a lei internacional.  

O outro pedido do Unicef é que o acesso humanitário seja seguro e desimpedido para todas as crianças necessitadas e que haja “um cessar-fogo que permita que os civis saiam com segurança das áreas em conflito”. 

 

 

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