Uso de tecnologia de saúde digital é tema de novo guia da OMS   
BR

17 abril 2019

Recomendações encorajam uso de serviços através de telefones celulares, tablets e computadores; agência destaca que intervenções de saúde digital não visam substituir os atuais sistemas, mas resolver algumas limitações no setor em vários países.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, lançou diretrizes sobre 10 maneiras pelas quais pode ser usada a tecnologia de saúde digital, acessível por meio de telefones celulares, tablets e computadores. A ideia é melhorar a saúde e os serviços essenciais aos pacientes. 

A base das recomendações que foram apresentadas esta quarta-feira, em Genebra, é uma avaliação crítica das evidências sobre algumas intervenções de saúde digital emergentes. 

Tecnologias

Em entrevista à ONU News, o diretor do Departamento de Gestão de  Informação e Tecnologias da OMS, Bernardo Mariano explicou alguns tipos de tecnologias usadas por médicos, enfermeiros e profissionais de saúde.

“Na saúde digital há vários meios, um dos meios é o próprio telefone, que pode se usar para por exemplo diagnosticar o câncer de pele. Neste momento já existe essa tecnologia implementada e existem empresas que já têm isso no mercado. Também existem tecnologias, por exemplo, para resolver um problema que afeta muita gente como a diabetes. Como podemos usar o telefone para ver o nível de açúcar, usando a retina por exemplo, como uma maneira de diagnosticar”.

Segundo o representante, os avanços da tecnologia digital na área de saúde estão mudando “radicalmente como pacientes e pessoas que queiram manter o seu bem-estar possam se beneficiar desses meios tecnológicos”.

A agência destaca os efeitos positivos da intervenção digital em algumas áreas, que incluem o envio de lembretes às mulheres grávidas para comparecerem às consultas pré-natais. Foto: Unicef/UN0281069/Vishwanathan

Vacinação 

A agência destaca os efeitos positivos da intervenção digital em algumas áreas, que incluem o envio de mensagens às mulheres grávidas para comparecerem às consultas pré-natais e para fazer com que crianças voltem a ser vacinadas.  

Outras abordagens digitais incluem ferramentas para orientar os profissionais de saúde em relação à prestação de cuidados e permitir a interação entre profissionais de saúde sobre várias questões em diferentes locais. 

As diretrizes também contêm recomendações sobre a telemedicina, que permite que habitantes de áreas remotas tenham acesso aos serviços de saúde através de telefones celulares, portais da web e outras ferramentas digitais.  

A OMS ressalta que o novo guia é um complemento valioso para as interações face a face, mas não pode substituí-las por completo. A publicação também é considerada importante para que os profissionais qualificados realizem consultas e seja garantida a privacidade no uso das informações pessoais na saúde. 

Recursos  

A agência destaca que esses recursos podem ajudar a melhorar os sistemas de saúde, após serem avaliados fatores como benefícios, danos, aceitação, viabilidade, uso de recursos e considerações em relação ao equilíbrio. 

A publicação aborda como as atuais intervenções de saúde digital usando dispositivos móveis podem lidar com desafios do sistema de saúde em diferentes níveis de cobertura num momento em que o mundo segue em direção à cobertura universal de saúde. 

Para os legisladores de políticas de saúde e outras partes envolvidas, o documento contém recomendações e dados sobre investimentos em intervenções de saúde digital. 

De acordo com a OMS, as intervenções de saúde digital não substituem os atuais sistemas de saúde, mas existem limitações significativas que estas podem resolver. 

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