Equipe da ONU chega a Moçambique para avaliar apoio a vítimas de chuvas e inundações

12 março 2019

Número confirmado de afetados supera os 62 mil; depressão tropical no Canal de Moçambique deverá atingir estágio de ciclone tropical nos próximos dias; governo moçambicano declarou alerta vermelho em três províncias.

Depressão tropical no Canal de Moçambique evoluiu para tempestade tropical chamada Idai e irá atingir o estágio de ciclone tropical nos próximos dias. Foto: Ouri Pota

Técnicos do Escritório da ONU de Assistência Humanitária, Ocha, chegam esta terça-feira a Moçambique para avaliar o tipo de apoio necessário para o país, após chuvas e inundações que causaram pelo menos 10 mortes e 62.975 afetados.

As províncias centrais da Zambézia, Tete e Niassa, no norte, enfrentam a situação que esta segunda-feira levou o governo a declarar o alerta vermelho.

Assistência

A nível local, as Nações Unidas já apoiam coordenação da resposta internacional e prestam assistência urgente através das várias agências.

O governo, que lidera as ações de resposta, já instalou pelo menos 10.512 deslocados em 15 centros de trânsito nas três províncias afetadas.

Segundo os dados disponíveis, pelo menos 83.318 hectares da área cultivada estão inundados, afetando 54.853 pequenos agricultores;

A depressão tropical no Canal de Moçambique evoluiu para tempestade tropical chamada Idai e irá atingir o estágio de ciclone tropical nos próximos dias.

EU/ECHO/Jacqueline Chinoera
O presidente do Maláui, Peter Mutharika, declarou estado de emergência nas áreas mais afetadas

Risco

As autoridades nacionais alertam ainda que pelo menos 120 mil pessoas estão em risco de se tornarem vítimas de inundações e de fortes chuvas nos próximos dias.

A situação afeta também cerca de 115 mil pessoas, particularmente no sul do vizinho Maláui.  Na segunda-feira o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou profunda tristeza com a perda de vidas e os danos significativos causados pelas fortes chuvas às casas e aos meios de subsistência das pessoas.

O Ocha alertou que o número de afetados deverá aumentar, à medida que grupos de avaliação alcançarem novas áreas malauianas.  O maior impacto das inundações é sentido no fornecimento de energia, onde mais de 80% da capacidade hidrelétrica disponível do país foi prejudicada.

Na sexta-feira, o presidente do Maláui, Peter Mutharika, declarou estado de emergência nas áreas mais afetadas.

 

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