ONU quer mais recursos um ano após chegada de rohingyas a Cox’s Bazar

24 agosto 2018

Acnur destaca que movimento da população é um dos maiores de sempre; OIM alerta para impacto da falta de serviços essenciais perto do início da época de ciclones.

Agências das Nações Unidas pedem mais solidariedade e fundos para continuar o apoio a milhares de refugiados da minoria rohingya, que há um ano fugiram de Mianmar para Bangladesh por causa de uma onda de violência.

Este sábado, 25 de agosto, marca o primeiro aniversário da chegada de mais de 700 mil pessoas à área de Cox’s  Bazar, onde foram abrigadas.

Refugiados

Entre as entidades que respondem à crise, está a Agência da ONU para Refugiados, Acnur, que destaca que este foi um dos maiores fluxos populacionais de sempre em tão pouco tempo.

Foto: Acnur/Roger Arnold
Mulher rohingya cruza a fronteira entre Mianmar e Bangladesh

De acordo com a agência, a comunidade internacional contribuiu apenas com um terço dos US$ 950 milhões para dar resposta à crise no período entre março e dezembro deste ano.

O Acnur cobre as necessidades essenciais no dia-a-dia e ajuda a mitigar danos ambientais causados à área que acolhe os rohingyas. Até o fim do ano, cerca de 100 mil famílias devem receber combustível, o equivalente a meio milhão de pessoas.

Cobertura

A falta de fundos também preocupa a Organização Internacional para Migrações, OIM. A agência chamou a atenção para o impacto da falta de serviços essenciais na época de ciclones partir de finais de setembro.

A agência alerta que, mais uma vez, os rohingyas estão à beira de outro desastre se não houver mais dinheiro garantido para a resposta humanitária.

Desnutrição

A Organização Mundial da Saúde, OMS lembrou mulheres, crianças e idosos que chegaram com risco de surtos de doenças fatais, lesões, baixa cobertura de imunização, altas taxas de desnutrição e precisando de cuidados e apoio psicossocial.

A agência destaca que ainda é preciso lidar com problemas como saúde mental e também encontrar uma solução politica para pessoas apátridas, ou que não têm nacionalidade.

O maior desafio é ampliar ainda mais os serviços para atender as necessidades de saúde “complexas, em evolução e duradouras” dessa população refugiada que é altamente vulnerável.