ONU pede US$ 951 milhões para ajudar 1,3 milhão envolvidas na crise dos rohingyas

16 março 2018

Apelo junta 130 parceiros, incluindo agências da ONU e ONGs internacionais; são necessárias 5 mil salas de aula para 614 mil crianças e jovens; apelo financeiro é urgente e deverá beneficiar refugiados e comunidades que os acolhem.

A ONU lançou esta sexta-feira, em Genebra, na Suíça, o Plano Conjunto de Resposta para a Crise Humanitária Rohingya. As agências da ONU estão a pedir US$ 951 milhões para ajudar 1,3 milhão de pessoas envolvidas nesta crise de refugiados até ao fim do ano.

Segundo o apelo, “é necessário financiamento urgente para satisfazer as necessidades humanitárias essenciais dos refugiados e das comunidades de acolhimento.” Mais da metade dos fundos será usada em comida, abrigos e segurança.

Necessidades

Até ao final do ano, a ajuda será distribuída a 884 mil refugiados rohingyas e 336 mil membros das comunidades que os acolhem. O documento inclui planos de contingência que preveem a chegada de 80 mil refugiados nos próximos meses.

Nestes campos, são necessários 16 milhões de litros água potável todos os dias e mais de 12 mil toneladas de comida por mês. Precisam de ser construídas 50 mil latrinas e 180 mil famílias necessitam de combustível para cozinhar.

O plano diz que são precisos 200 centros de cuidados médicos e 5 mil salas de aulas para as cerca de 614 mil crianças e jovens. Existem 22 mil crianças consideradas em risco, que são consideradas prioritárias. A ONU calcula que perto de 400 mil crianças precisam de apoio pós-trauma.

Desafios

O documento destaca que existem vários desafios, e cita as condições superlotadas dos campos, centenas de incidentes de violência de gênero reportados todas as semanas, e problemas de saúde como sarampo e difteria.

Segundo o apelo, as primeiras chuvas que chegam nas próximas semanas podem provocar deslizamentos, cheias e surtos de doenças. Mais de 150 mil refugiados vivem em áreas que vão desabar ou ficar alagadas durante a época das chuvas.

O pedido termina dizendo que esta situação “é uma crise humanitária grave e precisa de financiamento urgente para prestar ajuda que é essencial milhares de pessoas.”

O apelo juntou 130 parceiros, incluindo agencias da ONU e ONGs internacionais. Os autores defendem que é preciso “complementar a extraordinária generosidade do governo do Bangladesh.”

 

Apresentação: Alexandre Soares

 

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