Assembleia Geral da ONU exige fim da violência na Síria BR

Assembleia Geral da ONU exige fim da violência na Síria

Resolução, que pede avanço na transição política, foi aprovada com 107 votos a favor, 12 contra e 59 abstenções; Brasil e a maioria dos países lusófonos se abstiveram; Portugal votou a favor.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Assembleia Geral da ONU aprovou, esta quarta-feira, uma resolução que exige o fim da violência na Síria.

A medida recebeu 107 votos a favor, 12 contra e 59 abstenções. Brasil, Angola e Moçambique se abstiveram assim como outros países lusófonos. Portugal foi o único a votar sim. A Assembleia expressou uma grave preocupação com a escalada contínua dos confrontos na região.

Indignação

Além dos Brasil se abstiveram outros membros dos Brics como Índia e África do Sul. China e Rússia votaram contra. Mas Estados Unidos, Grã-Bretanha e França, além da Alemanha, favoreceram a medida.

No texto da resolução, a Assembleia Geral expressa indignação com a rápida escalada do número de mortes na Síria. Segundo a ONU, desde o início dos confrontos, em março de 2011, mais de 80 mil pessoas já morreram no país.

O documento condena o governo sírio pelo uso, cada vez maior, de armamentos pesados e também pela contínua e sistemática violação dos direitos humanos.

Investigação

Ele exige ainda que as autoridades sírias permitam o acesso imediato da Comissão de Inquérito Internacional, para investigar as alegações de violações dos direitos humanos.

Ao mesmo tempo, exige também que o governo sírio permita a entrada da equipe de investigadores independentes de armas químicas para que eles possam averiguar se algum armamento desse tipo foi utilizado no país.

Está é a quinta resolução aprovada pelos 193 Estados-membros da Assembleia Geral sobre a situação na Síria nos últimos dois anos. Ela pede também à comunidade internacional que forneça apoio financeiro urgente para responder às crescentes necessidades humanitárias na região. 

O documento elogiou a criação do grupo de oposição, Coalizão Nacional Síria, como um interlocutor eficaz na transição política.