Gbagbo promete se defender em Tribunal Penal Internacional
BR

5 dezembro 2011
Ex-presidente da Cote d’Ivoire, também conhecida com Costa do Marfim, participou, nesta segunda-feira, da primeira audiência em Tribunal Penal, em Haia; delitos teriam sido cometidos durante violência pós-eleitoral em 2010 e 2011.
[caption id="attachment_208471" align="alignleft" width="350" caption="Laurent Gbagbo"]
Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon.*
O Tribunal Penal Internacional, TPI, com sede em Haia, na Holanda, realizou, nesta segunda-feira, sua primeira audiência no caso Laurent Gbagbo.
O ex-presidente da Cote d’Ivoire, também conhecida como Costa do Marfim, é acusado de crimes contra a Humanidade, praticados entre 2010 e 2011 durante a onda de violência pós-eleitoral no país africano.
Bombardeios
Ao comparecer à audiência, Gbagbo prometeu se defender das alegações.
O ex-presidente africano afirmou que se “alguém o acusa. Esta pessoa deve também ter os elementos para provar as acusações.” Ele disse que vai verificar os elementos, comparar os casos e confrontar as alegações. Gbagbo contou que não terá nenhum problema em fazê-lo.
O ex-líder africano afirmou conhecer as acusações que pesam contra ele e estar ciente dos direitos que possui. Ele recordou a forma como foi preso pelas Forças Armadas da França, após uma campanha de mais de 10 dias de bombardeio ao palácio presidencial.
O ex-líder marfinense disse ter visto o ministro do Interior morrer na sua frente, e também presenciou a prisão do próprio filho.
Banco dos Reus
Os crimes teriam sido cometidos quando forças de segurança marfinenses atacaram simpatizantes do candidato rival de Gbagbo e atual presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara.
A Câmara do TPI informou que a nova audiência será em 18 junho de 2012. O objetivo é “dar tempo para que as duas partes, acusação e defesa, possam preparar o processo”.
Esta é a primeira vez que o Tribunal Penal Internacional leva um ex-chefe de Estado ao banco dos reus. Antes de Gbagbo, o Tribunal Especial para a Serra Leoa iniciou o julgamento do ex-presidente da Libéria, Charles Taylor. Mas no TPI, Gbagbo é o primeiro caso.
O Tribunal também tem ordem de prisão contra o atual presidente do Sudão, Omar Al-Bashir, por crimes em Darfur, mas até o momento ele não foi detido.
*Apresentação: Mônica Villela Grayley.

 

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