Banco Mundial apoiará projeto para aumentar sustentabilidade das cadeias produtivas de soja e pecuária de corte

A agropecuária e o agronegócio respondem por 8,4 por cento do PIB brasileiro.
SENAR/ Andre Coelho
A agropecuária e o agronegócio respondem por 8,4 por cento do PIB brasileiro.

Banco Mundial apoiará projeto para aumentar sustentabilidade das cadeias produtivas de soja e pecuária de corte

Desenvolvimento econômico

Projeto Vertentes será implementado em cinco estados e no Distrito Federal, especialmente no bioma Cerrado; iniciativa beneficiará diretamente 10,5 mil produtores rurais.*

O Banco Mundial aprovou um contrato de doação de US$ 24,58 milhões para dar mais sustentabilidade às cadeias de valor da soja e da pecuária de corte localizadas no Cerrado brasileiro e em seus arredores. O Projeto Vertentes - Consórcio de Paisagens Sustentáveis de Uso Múltiplo no Brasil” abrangerá cerca de 47,2 milhões de hectares em cinco estados: Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, além do Distrito Federal.

Uma das principais estratégias do projeto se chama Manejo Sustentável de Paisagens. O plano se propõe a recuperar vastas áreas de pastagens degradadas enquanto mitiga as emissões de gases de efeito estufa.

Manejo Sustentável

O economista agrícola sênior Leonardo Bichara, do Banco Mundial, fala de outro diferencial da iniciativa.

“É  um projeto inovador porque não vai beneficiar somente os produtores rurais, mas na verdade todos aqueles que estão envolvidos na cadeia produtiva desses dois produtos, chegando às redes de supermercados, que serão capacitadas sobre como adquirir produtos mais sustentáveis da soja e da carne bovina.”

Para alcançar esses objetivos, o Projeto Vertentes envolverá atores privados e públicos do setor agrícola.
© CIAT/Neil Palmer
Para alcançar esses objetivos, o Projeto Vertentes envolverá atores privados e públicos do setor agrícola.

O projeto visa apoiar um total de 10,5 mil beneficiários diretos, dos quais pelo menos 3,6 mil mulheres. Entre as ações, estão treinamento e assistência técnica na área de Manejo Sustentável de Paisagens e na implementação de práticas agrícolas sustentáveis.

Para alcançar esses objetivos, o Projeto Vertentes envolverá atores privados e públicos do setor agrícola. A iniciativa é resultado de um acordo de cooperação técnica entre o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, tendo o Banco Mundial como agência implementadora e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, Senar, como agência executora.

A diretora de Assistência Técnica e Gerencial do Senar, Andréa Barbosa Alves, ressalta os ganhos para os produtores rurais.

“Este projeto não apenas ajudará o setor rural a se adaptar às mudanças climáticas e mitigar seus efeitos, mas também demonstrará que o produtor rural torna-se mais competitivo e mais sustentável quando apoiado com ações de assistência técnica e capacitações, além de promover a inclusão social nas áreas rurais”.

O Brasil é o segundo maior exportador de alimentos do mundo. A agricultura e o agronegócio respondem por cerca de 8,4% do Produto Interno Bruto do país; 16,2% do emprego total; e 40% do total das exportações.
Unsplash/Feliphe Schiarolli
O Brasil é o segundo maior exportador de alimentos do mundo. A agricultura e o agronegócio respondem por cerca de 8,4% do Produto Interno Bruto do país; 16,2% do emprego total; e 40% do total das exportações.

Conversão de terras para gado de corte

O Brasil é o segundo maior exportador de alimentos do mundo. A agricultura e o agronegócio respondem por cerca de 8,4% do Produto Interno Bruto do país; 16,2% do emprego total; e 40% do total das exportações.

Já o Cerrado, que cobre quase um quarto do território brasileiro, é uma das regiões de maior biodiversidade do mundo e responde por 70% da produção agrícola do país.

Hoje, o Cerrado é uma área de conversão de terras para gado de corte e exporta carne bovina para todo o mundo. O bioma responde por cerca de 55% da produção de carne bovina do Brasil e 54% da soja produzida para alimentação do gado.

*Apresentação: Mariana Ceratti, do Banco Mundial Brasil