Meninas e meninos podem recomeçar a frequentar escolas afegãs em março
BR

26 janeiro 2022

Preparativos envolvem Unicef e Ministério da Educação; situação em universidades está sendo negociada com representação das Nações Unidas no país; enviada do secretário-geral defende diálogo inclusivo e reconciliação para que a paz seja consolida.

A representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para o Afeganistão disse ao Conselho de Segurança que “é mais do que tempo para começar um diálogo mais amplo sobre o processo de reconciliação nacional”.

Discursando esta quarta-feira aos 15 Estados-membros do órgão, Deborah Lyons declarou que “por enquanto a guerra acabou, mas a paz ainda não foi consolidada”.

Representante especial do secretário-geral e chefe da Missão de Assistência da ONU no Afeganistão, Deborah Lyons
Unama/Fardin Waezi
Representante especial do secretário-geral e chefe da Missão de Assistência da ONU no Afeganistão, Deborah Lyons

Confiança 

Para a enviada, “chegou a hora de o Talibã governar com base na confiança, não no medo, ser inclusivo, proteger os direitos de todos os afegãos e iniciar um diálogo afegão para a reconciliação nacional”.

Em março, meninas e meninos poderão frequentar as escolas. O processo envolve o Ministério da Educação e o Fundo das Nações Unidas para Infância, Unicef, em sessões intensivas sobre preparativos técnicos.

Lyons disse haver doadores internacionais dispostos a pagar incentivos financeiros aos professores afegãos para janeiro e fevereiro. 

Futuros pagamentos devem ser determinados pela execução de compromissos declarados pelas autoridades atuais. 

Crise 

Lyons afirmou que a missão política da ONU no país continua a se reunir com autoridades de facto em relação ao ensino superior, setor “muitas vezes esquecido” após a dinâmica dos últimos 20 anos e por ter sido afetado pela recente crise econômica.

 

Por fim, ela pediu ações mais significativas por trás da promessa do Talibã de conter grupos terroristas no Afeganistão.

A enviada disse que a atuação humanitária foi facilitada com a adoção da resolução de isenção humanitária e a emissão de novas licenças gerais pelos Estados Unidos, em dezembro. 

Muitas famílias afegãs foram deslocadas quando o Talibã avançou sobre Cabul
© Acnur/Yama Noori
Muitas famílias afegãs foram deslocadas quando o Talibã avançou sobre Cabul

Nesta quarta-feira, a ONU lançou o Quadro de Envolvimento Transitório para o Afeganistão, para o qual requer mais US$ 3,6 bilhões. O valor deverá elevar para US$ 8 bilhões o total de pedidos para auxílio ao país em 2022.
 

 

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