ONU condena ataques em escolas na Somália e em Camarões
BR

26 novembro 2021

Bombardeios deixaram dezenas de mortos e feridos nos dois países; representantes das Nações Unidas reforçam que episódios são violações dos direitos humanos; Camarões sofre com o agravamento dos ataques desde 2017; 700 mil estudantes estão sem acesso à educação.

As Nações Unidas condenaram ataques a escolas na Somália e em Camarões nesta semana. Os episódios deixaram dezenas de vítimas entre alunos e professores.

O diretor regional do Unicef para a África Oriental e Austral, Mohamed Malick, afirmou que os crimes violam os direitos humanos e que todos os locais frequentados por crianças devem ser seguros.

Grupo al-Shabaab continua por trás de pelo menos dois terços de atos contra civis somalis
ONU/Stuart Price
Grupo al-Shabaab continua por trás de pelo menos dois terços de atos contra civis somalis

Somália

Os bombardeios próximos a uma escola na capital da Somália, Mogadíscio, ocorreram na quinta-feira pela manhã.
Segundo agências de notícias, o crime se trata de um atentado suicida que teria como alvo um comboio das Nações Unidas que passava perto da escola.

As explosões feriram pelo menos 13 crianças e quatro funcionários, além de ter causado danos às instalações. Nas proximidades, outras oito pessoas morreram.

Em Camarões, ataques à educação aumentaram desde 2017
Unicef/Frank Dejongh
Em Camarões, ataques à educação aumentaram desde 2017

Camarões

Em Camarões, os ataques aconteceram um dia antes numa instituição no sudoeste do país deixando quatro alunos e um educador mortos. Várias pessoas ficaram feridas. 

O coordenador humanitário no país, Matthias Naab, disse que os episódios são graves violações do direito internacional dos direitos humanos e do direito à educação. Ele pediu que os autores dos crimes sejam responsabilizados.

Segundo o Escritório das Nações Unidas de Assistência Humanitária, Ocha, os ataques à educação aumentaram desde 2017. 

A agência afirma que duas em cada três escolas nas regiões noroeste e sudoeste permanecem fechadas no país, privando 700 mil alunos de educação.

 

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