Após ser vacinado, presidente da Guiné-Bissau pede que todos sejam imunizados
BR

7 abril 2021

Umaro Sissoco Embaló inaugurou a campanha de vacinação contra a Covid-19 no fim de semana com funcionários da Presidência e jornalistas; trabalhadores de saúde e grupos de risco serão os primeiros da fila.

A vacinação do presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, marcou o lançamento da campanha de imunização contra Covid-19 no país de língua portuguesa. 

A nação africana recebe 12 mil das 723 mil doses de vacina AstraZeneca que a companhia de telecomunicações Sul Africana, MTN colocou à disposição de nove países como parte da parceria público-privada.  A Guiné-Bissau recebeu um lote de vacinas da parceria Covax, liderada pela Organização Mundial da Saúde, OMS.

Distribuição

Referindo-se ao Plano Nacional de vacinação, a alta comissária para a Covid-19, Magda Nely Robalo disse que o alvo nesta primeira fase são doentes de VIH Sida, tuberculose, diabetes, hipertensão arterial e doenças renais. Profissionais de saúde, militares, polícias e jornalistas, designados de pessoas na linha de frente também estão contemplados.

A lista exclui menores de 18 anos, mas inclui pessoas que trabalham na fronteira e políticos. Magda Robalo explicou aos jornalistas, em crioulo, o significado simbólico da presença do chefe de Estado no ato e disse ser uma mensagem inequívoca do início da campanha.

Para a médica, que lidera os esforços de combate a Covid-19, Umaro Sissoco Embaló acredita na vacina, na sua segurança e eficácia. Ele quer servir de exemplo aos cidadãos, encorajando-os a fazerem o mesmo.

Significação

“Queremos encorajar a população, os grupos de risco a vacinarem-se. Esta vacina, como temos estado a explicar-vos, não é para todos. A Covid-19 existe, mata, esta vacina evita que as pessoas sejam pegues pela doença grave e que morram da Covid-19. Portanto, é importante que os grupos de risco se vacinem”.

Alexandre Soares
Palácio Colinas de Boé, edifício da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau.

Magda Robalo lembrou que a vacina é reservada aos mais vulneráveis por padecerem de patologias prévias, pessoas na linha de frente e as que estão sempre em contato com as populações como os políticos. Como exemplo, ela referiu o recente falecimento, pela Covid-19, do Bispo de Bafata, Leste da Guiné-Bissau, Dom Pedro Zilli.

A epidemiologista guineense prometeu levar a vacina até a última aldeia do país, respondendo as necessidades e solicitações. 

 

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