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OMS começa vacinação contra ebola na RD Congo esta semana   BR

Um profissional de saúde, devidamente equipado com equipamento de proteção individual, administra a vacina contra o Ebola a um homem sob uma tenda vermelha em Beni, Kivu do Norte, República Democrática do Congo.
Banco Mundial/Vincent Tremeau Homem na RD Congo recebe vacina contra ebola durante o último surto

OMS começa vacinação contra ebola na RD Congo esta semana  

Saúde

Três meses depois do fim do 11º  surto, novos casos do vírus foram detectados e duas pessoas já morreram; agência da ONU enviou equipe de resposta rápida para o local e já identificou 200 pessoas que tiveram contato com infectados.   

A Organização Mundial da Saúde, OMS, deve começar essa semana uma campanha de vacinação na República Democrática do Congo contra o ebola. 

No domingo, um novo caso do vírus foi relatado perto da cidade de Butembo, na província do Kivu Norte, a mesma área onde ocorreu o último surto. 

Esforços 

Na quarta-feira, outro caso foi confirmado. Ambas as pessoas morreram. 

Falando aos Estados-membros, o diretor-geral da agência, Tedros Ghebreyesus, disse que “graças à enorme capacidade construída durante o último surto, as autoridades de saúde provinciais têm agora uma experiência significativa na resposta e na prevenção da transmissão.” 

Collette, uma paciente em um Centro de Tratamento de Ebola em Beni, na República Democrática do Congo, sorri e interage com seu filho de 5 meses, Guerrishon, através de uma folha de plástico, enquanto ele é cuidado em uma creche apoiada pela UNICEF.
Unicef/Thomas Nybo Filho visita mãe em centro de tratamento para ebola

Segundo ele, as vacinas estão sendo enviadas para a área e a OMS mobilizou uma equipe de resposta rápida para fornecer apoio às autoridades locais e nacionais. Mais de 200 contatos já foram identificados.  

Em novembro, o país declarou o fim do 11º surto de ebola, que durou mais de seis meses e causou cerca de 55 mortes.  

China 

Em sua comunicação aos Estados-membros, o chefe da OMS também destacou o fim da missão internacional à China para determinar as origens da Covid-19.  

Tedros afirmou que “foi um exercício científico muito importante em circunstâncias muito difíceis.” Nesse momento, a equipe de especialistas trabalha em seu relatório final.  

O chefe da OMS disse que “questões foram levantadas sobre se algumas hipóteses foram descartadas”, mas “todas as hipóteses permanecem abertas e requerem um estudo mais aprofundado.” 

Mulheres recebem vales-alimentação em um programa de merenda escolar em Lagos, Nigéria, enquanto praticam o distanciamento social durante o confinamento da COVID-19.
PMA/Damilola Onafuwa Mulher na Nigéria, onde foi detetada uma nova variante da Covid-19

Vacinas e variantes 

Os números de novos casos estão caindo em todo o mundo, mas o vírus continua a circular e novas variantes estão surgindo. Tedros disse que “este não é um acontecimento inesperado, mas dá uma nova urgência aos esforços globais para controlar a pandemia.” 

Cada vez que o vírus sofre mutação, pode diminuir a eficácia de vacinas, medicamentos e testes. Recentemente, surgiram preocupações com um estudo que mostrou que a vacina Oxford-AstraZeneca foi considerada minimamente eficaz na prevenção de doença leve a moderada contra uma nova variante. 

Segundo Tedros, os especialistas ainda não sabem se a vacina continua prevenindo doenças graves causadas pela variante, mas esses resultados “são um lembrete de que é preciso fazer tudo para reduzir a circulação do vírus.” 

Ao mesmo tempo, os cientistas e fabricantes devem estar prontos para adaptar as vacinas para que continuem eficazes, como fazem com as imunizações contra a gripe, que são atualizadas duas vezes por ano.