OMS autoriza uso de vacina experimental contra ebola em grávidas e lactantes
BR

21 fevereiro 2019

Crianças com menos de um ano serão abrangidas pela medida; grupo deve ser monitorado durante a imunização em áreas da República Democrática do Congo; atual surto teve 848 pessoas infectadas e 529 mortos.

Especialistas da Organização Mundial da Saúde, OMS, decidiram que mulheres grávidas e lactantes podem tomar a vacina experimental contra ebola na República Democrática do Congo.

No anúncio feito esta quinta-feira, em Genebra, o Grupo Estratégico e de Consulta da OMS, Sage na sigla em inglês, aprova o uso da vacina rVSV-Zebov-GP com consentimento informado e conforme o padrão de qualidade ética e científica.

Especialistas anunciaram que têm avaliado os dados sobre o uso da vacina nessas populações e fornecerão uma atualização assim que for possível.
Especialistas anunciaram que têm avaliado os dados sobre o uso da vacina nessas populações e fornecerão uma atualização assim que for possível. Foto: OMS

Segurança

A medida tomada na reunião dos especialistas reverte uma decisão anterior que impedia que mulheres grávidas recebessem a vacina “por não haver evidências suficientes sobre sua segurança”.

Desde 1 de agosto, o décimo surto que ocorre no país registrou 853 casos e 521 mortes. Pela nova medida, crianças com menos de um ano de idade também deverão ser incluídas na vacinação devido “ao surto em curso e ao risco enfrentado pela população”.

De acordo com o grupo, deve ser considerada a possibilidade de avaliar uma ou mais das três outras vacinas contra o ebola em áreas próximas e esses ensaios podem incluir mulheres grávidas e que amamentam.

Recomendações

Os especialistas anunciaram que têm avaliado os dados sobre o uso da vacina nessas populações e fornecerão uma atualização assim que for possível.

A imunização deve ser limitada às áreas afetadas pelo surto e continuamente avaliada com base em informação sobre segurança e eficácia da vacina nesta população-alvo, destaca a nota.

Os especialistas aconselham ainda que seja feita uma “avaliação cuidadosa para que dados de segurança sirvam para oferecer dados sobre recomendações de vacinas para futuros surtos.”

 

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