21 dezembro 2020

Neste vídeo, em inglês, o representante especial do secretário-geral da ONU para a Guiné-Bissau, Mamadou Diallo, fala do sentido de transição após o encerramento do Escritório Integrado da ONU na Guiné-Bissau, Uniogbis, e os passos seguintes. 

“Penso ser uma boa oportunidade para ver como dois dos pilares essenciais das Nações Unidas nomeadamente o da paz e segurança política, por um lado, que regeram a instalação e o funcionamento da missão de paz da ONU na Guiné-Bissau, e o pilar de desenvolvimento, que é liderado pelo coordenador residente das Nações Unidas por meio do novo sistema de desenvolvimento com a ação do coordenador residente.  

Foi um desafio e uma oportunidade. Um desafio porque era preciso alavancar as capacidades e os recursos das duas vertentes para fazer avançar as metas e os objetivos das Nações Unidas neste país. Mas a oportunidade foi mostrar aos guineenses que, na verdade, não há dicotomia entre os trabalhos das Nações Unidas. Que tudo deve estar alavancando os três pilares: paz e segurança política, por um lado, e o desenvolvimento para continuar apoiando o país em sua aspiração de progresso, e também é a ambição de liderar o sucesso na transição política e avançar para uma ideia onde não existe uma missão da ONU.  

Todos têm investido nas últimas duas décadas no apoio à estabilidade política, segurança e transição do país. 

Penso que foi assim que o processo funcionou. Eu recebi um apoio muito bom de colegas de ambas as vertentes: da Missão, mas também no sistema e dos programas da ONU. E isso é importante no nosso Escritório. É por isso que acho que posso estar diante de vós hoje com um sorriso, dizendo que estamos entrando na transição com a cultura da missão e sentimos que fizemos um bom trabalho.  

Se se lembrarem, algumas semanas atrás, tivemos um workshop de três dias com o governo sob os auspícios do Ministério das Relações Exteriores e da Cooperação Internacional e do Escritório do primeiro-ministro, discutindo a validação da análise de conflito e as prioridades de construção da paz. Essa é uma peça central do trabalho que sustentará a transição.  

O quadro da cooperação de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas, a equipe nacional da ONU, Unct como a chamamos em jargão, é o próximo passo nesse processo de transição em que os fundos e programas das agências desenvolverão um quadro de cooperação com a Guiné-Bissau o qual levará em consideração as prioridades de construção da paz, conforme foi validado pelo país Guiné-Bissau, e também tendo em conta as prioridades de desenvolvimento e as aspirações da Guiné-Bissau que foram delineadas no Hora Tchiga - o programa de desenvolvimento que o governo lançou e colocou no Parlamento um agregado para fundir estas duas abordagens.

Mas a oportunidade foi mostrar aos guineenses que, na verdade, não há dicotomia entre os trabalhos das Nações Unidas.  

Para que a Guiné-Bissau continue a construir a transição e a estabilidade política por um lado, mas também a atender as necessidades dos guineenses em termos de desenvolvimento econômico, desenvolvimento sustentável, igualdade e equidade de oportunidades. Não há dicotomia entre os dois. É apenas uma continuação.  

As Nações Unidas e os parceiros da Guiné-Bissau estão sendo envolvidos. Todos têm investido nas últimas duas décadas no apoio à estabilidade política, segurança e transição do país.  

O encerramento da Missão é a apoteose do empreendimento de sucesso, fazendo com que a Guiné-Bissau se mova com sucesso de um país em cenário de missão, para ser o país que passa a ter a cooperação apenas através do coordenador residente e dos parceiros.  

Considero que todos os guineenses precisam se orgulhar dessa transição, da estrutura de cooperação da ONU. E o trabalho da equipe nacional da ONU é continuar a garantir que as prioridades de consolidação da paz e as tarefas de consolidação da paz realizadas pela missão prossigam, para que os ganhos não sejam perdidos, mas também de forma razoável e contínua, apoiar o país na transição para um desenvolvimento de longo prazo.” 

ONU News/Alexandre Soares
Jovem nas bolanhas de Bissau

 

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