ONU diz que continuará ao lado dos guineenses para implementação de reformas  
BR

31 dezembro 2020

Em nota sobre o encerramento do Escritório Integrado da ONU na Guiné-Bissau, neste 31 de dezembro, secretário-geral António Guterres agradeceu ao povo e ao governo pela cooperação; Nações Unidas colaboração por meio de agências e fundos na nação africana de língua portuguesa. 

O Escritório Integrado da ONU na Guiné-Bissau, Uniogbis, encerrou neste último dia do ano o seu trabalho no país cumprindo assim o mandato do Conselho de Segurança. 

Em nota, o secretário-geral, António Guterres, expressou gratidão ao governo e ao povo da Guiné-Bissau pela forte parceria com o Uniogbis e o Sistema as Nações Unidas.  

Guterres agradeceu apoio do povo e governo da Guiné-Bissau, ONU News

Apoio 

Ele elogiou todos os parceiros regionais e internacionais por seu compromisso inabalável e contribuição para a paz e estabilidade na Guiné-Bissau, bem como por sua sólida parceria com o Uniogbis. 

Guterres também expressou “profunda gratidão à liderança e ao pessoal do Escritório, no passado e no presente, por seus esforços incansáveis ​​e dedicação na implementação do mandato da Missão apesar do ambiente político desafiador.” 

O chefe da ONU reafirmou o compromisso de acompanhar o povo e o governo do país em seus esforços para implementar as reformas urgentes destacadas no Roteiro da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental, Cedeao, e no Acordo de Conacri, bem como para alcançar a paz e o desenvolvimento sustentáveis. 

Direitos humanos 

As missões políticas especiais da ONU estão na Guiné-Bissau há 21 anos. 

Primeiro, entre 1999 e 2009, esteve presente o Escritório de Apoio à Consolidação da Paz na Guiné‑Bissau, Unogbis, seguindo-se o Uniogbis em 2009.  

Lembre o vídeo da ONU News sobre participação política das mulheres na Guiné-Bissau:

Em nota, o Departamento de Assuntos Políticos e Construção da Paz da ONU, Dppa, disse que as missões “contribuíram para os esforços nacionais de paz e consolidação democrática, Estado de Direito, promoção dos direitos humanos e integração da perspectiva de gênero, bem como a luta contra o tráfico de drogas e o crime organizado.” 

Agora, essa fase de apoio da ONU está em transição. 

Em 2018, foi realizada uma avaliação estratégica independente que recomendou a retirada gradual e o fechamento do Uniogbis e a continuação das suas prioridades pela equipe da ONU no país, o Escritório das Nações Unidas para a África Ocidental e o Sahel, Unowas, e outros parceiros regionais e internacionais. 

Secretária-geral assistente para África, Bintou Keita, no Conselho de Segurança, Foto ONU/Loey Felipe

Conquistas 

Para marcar o seu encerramento, o Uniogbis realizou um evento na capital Bissau, em 11 de dezembro. 

A secretária-geral assistente para a África, Bintou Keita, transmitiu a gratidão de António Guterres à representante especial do secretário-geral, Rosine Sori-Coulibaly, e a todos os funcionários do Uniogbis. 

Keita afirmou que, nas últimas duas décadas, “a Guiné-Bissau obteve progressos notáveis ​​na reforma e fortalecimento das suas instituições estatais e na manutenção de uma estabilidade relativa.” Segundo ela, “o reposicionamento de uma equipe de missão das Nações Unidas ao país é uma prova desse progresso.” 

Em 2019, a ONU News realizou uma série sobre o trabalho da ONU e do Uniogbis na Guiné-Bissau.  

As reportagens falaram de mudança climática, justiça, crianças, participação política de mulheres, reconciliação nacional e combate ao tráfico de drogas. Confira aqui.  

 

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