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Guterres diz que inclusão da deficiência é um direito humano fundamental  BR

O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, fala num pódio durante uma coletiva de imprensa na sede das Nações Unidas.
Foto: ONU/Mark Garten Chefe da ONU destacou trabalho da ONU nessa área

Guterres diz que inclusão da deficiência é um direito humano fundamental 

Direitos humanos

Em mensagem sobre Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, chefe da ONU disse que luta por esses direitos aproxima o mundo dos princípios defendidos na Carta das Nações Unidas; em todo o mundo, cerca de um bilhão de pessoas vive com deficiência. 

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, reafirmou esta quinta-feira que “a inclusão da deficiência é um direito humano fundamental.” 

Em mensagem sobre o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, marcado em 3 de dezembro, o chefe da ONU afirmou que quando se luta para garantir esse direito, o mundo se aproxima “dos valores e dos princípios defendidos na Carta das Nações Unidas.” 

Um adolescente cego, usando fones de ouvido e um boné preto, utiliza um computador com software de conversão de texto em fala em um laboratório de informática da Escola de Educação Especial de Setapak, em Kuala Lumpur, Malásia.
Adolescente usando software para operar computador em escola em Kuala Lumpur, Unicef/Pirozzi

Desafios 

Em todo o mundo, cerca de um bilhão de pessoas vive com deficiência e 80% dessa população mora países em desenvolvimento. 

Estima-se que 46% dos idosos com 60 anos ou mais são pessoas com deficiência. Além disso, uma em cada cinco mulheres tem probabilidade de enfrentar a situação na vida, enquanto uma em cada 10 crianças vive com alguma deficiência. 

No início do seu mandato, o secretário-geral pediu a elaboração de um relatório abrangente sobre o desempenho da organização nesta área.  

O relatório destacou vários exemplos de boas práticas, mas principalmente lacunas em todo o trabalho da ONU, desde a sede em Nova Iorque ao trabalho de campo. 

Por isso, António Guterres lançou a Estratégia de Inclusão de Pessoas com Deficiência das Nações Unidas no ano passado. 

O chefe da ONU diz que esta “é uma estratégia de ação, ação para elevar os padrões do desempenho na inclusão da deficiência a todos os níveis, e ação para concretizar a mudança” de que a organização precisa. 

Progresso 

Passado um ano, Guterres afirma que “a Estratégia alavancou ações positivas, mas ainda há um longo caminho a percorrer.” 

O secretário-geral destacou uma série de objetivos, como as ações Unidas serem um empregador desejado pelas pessoas com deficiência e que as suas operações humanitárias, de desenvolvimento e de paz reconheçam e promovam em pleno os direitos das pessoas com deficiência. 

António Guterres também deseja que “as Nações Unidas sejam totalmente acessíveis para todos.” 

Segundo ele, “o objetivo é claro: um mundo em que todas as pessoas, incluindo as pessoas com deficiência, possam desfrutar de oportunidades iguais, ter uma voz na tomada de decisões e realmente usufruir da vida económica, social, política e cultural.” 

Um pai e sua filha, refugiados sírios com paralisia cerebral, sentam-se juntos em um banco no Egito. A filha está em uma cadeira de rodas enquanto o pai está sentado ao lado dela.
Existem 1 bilhão de pessoas com deficiência no mundo, Unifeed Video

Eventos 

Esta semana, a ONU acolhe a Conferência dos Estados Partes da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência em simultâneo com 13ª sessão da Conferência dos Estados-Partes da Convenção de Direitos das Pessoas com Deficiência.  

De acordo com a ONU, mesmo em circunstâncias normais, as pessoas com deficiência têm menos probabilidade de ter acesso a cuidados de saúde, educação, emprego e de participar na comunidade.  

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, está marcando o Dia Internacional com um programa de uma semana. O tema é "Reconstruindo melhor: rumo a um mundo pós-Covid-19 inclusivo, acessível e sustentável por, para e com pessoas com deficiências". 

A agência também realiza uma campanha global com o lema “Conte nossas histórias, habilite nossos direitos”, focada no impacto da pandemia.