Após explosão no Líbano, ONU pede a funcionários que fiquem em casa
BR

5 agosto 2020

Secretário-geral, António Guterres, expressou condolências ao país e disse que organização está comprometida a ajudar nesse momento difícil; segundo agências de notícias mais de 100 pessoas morreram e 4 mil estão feridas; comandante brasileiro da Força Tarefa Marítima da Unifil, no Líbano, contou à ONU News, o que viu na hora da explosão.

As Nações Unidas expressaram sua solidariedade ao povo e ao governo do Líbano após a explosão na área portuária de Beirute, capital do país, que matou pelo menos 100 pessoas, na terça-feira.

Em nota, o secretário-geral, António Guterres, disse que “as Nações Unidas estão comprometidas em apoiar o Líbano neste momento difícil.” 

Força Tarefa

A ONU, que está atuando como governo libanês para ajudar na emergência, pediu ao pessoal da organização no país que permaneça em casa, nesta quarta-feira, após o incidente que deixou 4 mil feridos, entre eles muitos funcionários das Nações Unidas.

A ONU News conversou com o contra-almirante Sérgio Renato Berna Salgueirinho, comandante da Força Tarefa Marítima da Unifil, no Líbano. Ele contou o que viu na hora da explosão.

“Eu e meu estado-maior estamos embarcados na fragata Independência, que também compõe a Força Tarefa Marítima Unifil. Ontem, dia 4 de agosto, cerca de 18h, o navio estava navegando nas proximidades do porto do Líbano, quando nós percebemos uma grande explosão vindo da direção do porto. Essa explosão moveu uma onda de choque que chegou a atingir o navio, mas não causou nenhum dano e toda a tripulação está em perfeitas condições de saúde.”

Segundo agências de notícias, não se sabe o motivo da explosão, que ocorreu num depósito da área portuária. O presidente libanês, Michel Aoun, disse que no local, havia 2.750 toneladas de nitrato de amônio, estocadas de forma insegura. O governo iniciou uma investigação do caso.

Em Nova Iorque, o presidente da Assembleia Geral, Tijjani Muhammad-Bande, também enviou suas condolências às famílias das vítimas e desejou pronta recuperação aos feridos. 

Boinas-azuis da Unifil estão entre os feridos, Unifil

Nesta quarta-feira, o porta-voz da Força Interina da ONU no Líbano, Unifil, Andrea Tenenti, contou que que “a maior parte da baixa da cidade ficou destruída, o mesmo aconteceu em áreas junto da capital.” 

Tenenti informou que ONU “ainda tentar avaliar a situação incluindo a escala do impacto no pessoal militar.” 

Segundo a Unifil, a explosão resultou em ferimentos graves a pelo menos oito funcionários da Força-Tarefa Marítima, MTF, e ferimentos leves em vários outros. Todas as vítimas são do contingente de Bangladesh e estavam num navio da missão atracado no porto na hora da explosão.

Crianças 

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, está preocupado com o número de crianças afetadas pela explosão. 

Em nota, a representante do Unicef no Líbano, Yukie Mokuo, contou que a sua equipe também foi afetada.  Um dos funcionários perdeu a esposa e sete ficaram levemente feridos. 

A agência está fornecendo água potável para a equipe do porto e apoiando o Ministério da Saúde Pública para retirar o que resta de medicamentos e vacinas que estavam guardados em um armazém. 

Unifil
Grandes áreas de Beirute ficaram destruídas como resultado da explosão no porto da cidade.

Crise 

Yukie Mokuo disse que “a catástrofe de ontem se soma ao que já era uma crise terrível para o povo do Líbano”, agravada por uma séria crise econômica e um aumento nos casos de Covid-19.

Devido à pandemia, os hospitais já estavam sobrecarregados. Devido à desvalorização da moeda em mais de 80%, 75% dos libaneses já precisavam de ajuda em abril.

Nesta quarta-feira, foi declarado um dia de luto nacional pelas vítimas da explosão. 

ONU/Abdelmonem Makki
Capital do país, Beirute, onde aconteceram explosões

 

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