Unesco no Brasil apoia criação de diretório "Ciência Aberta é Vida" 
BR

26 maio 2020

Iniciativa reúne fontes nacionais e internacionais de informação científica sobre a Covid-19; pesquisadores terão acesso às investigações e pesquisas mais bem como dados, análises, ensaios clínicos e dissertações.

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, apoiou a criação do diretório "Ciência Aberta é Vida", no Brasil, que reúne fontes nacionais e internacionais de informação científica sobre a Covid-19. 

A iniciativa do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, Ibict, está disponível em português, inglês e espanhol.

Objetivos 

Além dos artigos científicos já publicados em revistas especializadas, o diretório inclui textos recentes que ainda aguardam publicação.  Reúne dados de pesquisas, ensaios clínicos, teses, dissertações e outros materiais produzidos por pesquisadores de todo o mundo. 

A ideia foi de alguns editores científicos brasileiros, que perceberam a necessidade de dar visibilidade às suas produções mais rapidamente, sobretudo durante a pandemia. 

O diretório é diferente porque a publicação é feita pelos próprios editores das revistas, mediante uma avaliação prévia da natureza científica dos artigos.

Importância 

A representante da Unesco no Brasil, Marlova Noleto, disse que “este é um grande passo para o compartilhamento de informações sobre a Covid-19, que está alinhado aos esforços da Unesco para promover a cooperação técnico-científica internacional contra a pandemia.”

Segundo ela, recursos abertos como este “são contribuições importantes para a livre troca de conhecimento e pesquisa científica sobre o novo coronavírus."

Sede da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, em Paris., by Unesco

A iniciativa também ainda apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, que colocará na internet outros espaços de acesso aberto com informações sobre a doença. Um deles é a Rede Viroses Emergentes, que reúne especialistas, representantes de governo, centros de pesquisa e universidades.

Jornalista assassinado

E numa nota separada, a diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, condenou o assassinato do jornalista Leonardo Pinheiro, em 13 de maio, na cidade de Araruama, no estado do Rio de Janeiro.

Azoulay pede às autoridades que investiguem o crime e levem seus autores a julgamento. Segundo ela, “se as sociedades querem defender a liberdade de expressão, informação, democracia e Estado de Direito, não devem deixar impune o uso da violência contra jornalistas.”

Leonardo Pinheiro, que mantinha a página de notícias locais “A Voz Araruamense” no Facebook, foi morto a tiros em plena luz do dia enquanto entrevistava moradores em uma rua da cidade fluminense.

 

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