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Agência para Migrações lança plano de US$ 17 milhões contra novo coronavírus BR

Uma pessoa usando máscara facial está em frente a um termômetro infravermelho no saguão de um hotel em Yangon, Mianmar. A tela do aparelho exibe uma imagem térmica da cabeça e do pescoço da pessoa.
ONU News/Jing Zhang Um termômetro infravermelho é usado para verificar a temperatura dos hóspedes na entrada de um hotel em Yangon, Mianmar.

Agência para Migrações lança plano de US$ 17 milhões contra novo coronavírus

Saúde

Iniciativa da OIM inclui coordenação transfronteiriça, treinamentos e simulações para funcionários do governo; de acordo com Organização Mundial da Saúde, até a manhã desta sexta-feira em Genebra, haviam sido confirmados 75.567 casos do Covid-19 na China, com 2.239 mortes.

A Organização Internacional para Migrações, OIM, lançou nesta sexta-feira, um plano estratégico de US$ 17 milhões para apoiar países na preparação e resposta ao surto do novo coronavírus, Covid-19. 

Um policial chinês usando máscara e luvas verifica o veículo de um motorista em um posto de controle em Shenzhen.
O movimento de pessoas em Shenzhen, na China, está sendo rigorosamente controlado durante o surto de coronavírus. Foto: Man Yi

O plano abrange uma ampla série de intervenções, como coordenação transfronteiriça, treinamentos e simulações para funcionários públicos.

Controle

A iniciativa terá exercícios de mapeamento de mobilidade da população, atividades de comunicação de risco e envolvimento da comunidade. Serviços de água, saneamento básico e higiene integram o pacote de prevenção e controle de infecções.

O diretor-geral da OIM, António Vitorino, destacou que no mundo de hoje existem “grandes ameaças à saúde pública, como essa, que não podem ser adequadamente gerenciadas sem garantir que todos, inclusive os migrantes, sejam considerados nos esforços de preparação e resposta.” Ele acrescentou que o plano da OIM também combate estigma e  informações erradas.

Casos

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, até a manhã desta sexta-feira, haviam sido confirmados 75.567 casos de Covid-19 na China e 2.239 mortes.

Fora da China, existem 1.152 casos, em 26 países, com oito mortes.

Desde janeiro, quando a OMS declarou a doença uma emergência de saúde pública internacional, muitos países adotaram medidas como vigilância em aeroportos e quarentenas para combater o surto.

Com mais de 430 escritórios e cerca de 14 mil funcionários em todo o mundo, incluindo milhares trabalhando especificamente em saúde e envolvimento da comunidade, a OIM diz estar numa posição única para fornecer suporte incluindo a surtos de ebola, ocorridos na República Democrática do Congo.

Dois seguranças uniformizados e com protetores faciais estão posicionados na entrada de um condomínio residencial em Shenzhen, na China, para verificar se os moradores estão infectados com o coronavírus.
Autoridades locais em Shenzhen, China, estão desempenhando um papel importante no monitoramento de casos do coronavírus. Foto: Man Yi

Plano

O objetivo do plano é principalmente atender países que possam precisar de recursos adicionais e ajudar os sistemas de saúde a lidar com as novas exigências.

A maior parte do apoio, US$ 12 milhões, deve ser entregue igualmente à região da Ásia-Pacífico e leste, oeste e sul da África. Os US$ 5 milhões restantes seriam usados ​​para o Oriente Médio, o norte da África, a Europa, a Ásia Central e as Américas.

OMS

Falando a jornalistas nesta sexta-feira, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus disse que apesar de o número de casos de Covid-19 na província chinesa de Hubei continuar diminuindo, existe uma preocupação no momento com um aumento de incidências na província de Shandong.

Tedros explicou que “embora o número total de casos, fora da China, permanecer relativamente pequeno”, existe uma preocupação com o “número de casos sem vínculo epidemiológico claro, como histórico de viagens ou contato com um caso confirmado."

A OMS informou que além do navio de cruzeiro Diamond Princess, a República da Coreia concentra a maioria dos casos fora da China. Tedros acrescentou que a agência também está preocupada com o aumento de incidência do novo coronavírus no Irã, onde há agora 18 casos e quatro mortes.