Vice-chefe da ONU alerta para diferença entre compromissos e realidade no tratamento de pessoas com deficiência
BR

8 dezembro 2019

Amina Mohammed participou na Conferência Internacional de Deficiência e Desenvolvimento em Doha, no Qatar; em todo o mundo, cerca de um bilhão de pessoas vivem com algum tipo de deficiência, cerca de 80% em países em desenvolvimento.

A comunidade internacional aprovou documentos internacionais inovadores para defender os direitos das pessoas com deficiência, mas ainda existe uma diferença entre essas ambições e a realidade, disse a vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed.

No sábado, a representante participou na Conferência Internacional de Deficiência e Desenvolvimento em Doha, no Qatar. Em todo o mundo, cerca de um bilhão de pessoas vive com algum tipo de deficiência, cerca de 80% em países em desenvolvimento.

Documentos

Amina Mohammed destacou a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada por 181 países-membros, e a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que assume o objetivo de não deixar as pessoas com deficiência para trás.

Apesar desses compromissos, a vice-secretária-geral afirmou que "em alguns países o número de pessoas com deficiência que vivem na pobreza e com fome ainda é o dobro do que no resto da população."

Ela também destacou as dificuldades no acesso ao mercado de trabalho, dizendo que "globalmente, a porcentagem de pessoas com deficiência empregadas é metade da de pessoas sem deficiência." Essas pessoas também têm menos probabilidade de frequentar a escola e concluir o ensino fundamental.

Estigma

Segundo Amina Mohammed, o estigma continua a alimentar discriminação, dificultando o acesso igual à educação, trabalho, assistência médica e oportunidades de participar da vida pública.

Ela disse ainda que "para muitas pessoas com deficiência, em particular mulheres e meninas, a discriminação é multiplicada" e que é preciso fazer mais para reverter a "situação insustentável"

Para a vice-secretária-geral, "isso contraria o compromisso coletivo com a dignidade humana, as obrigações do direito internacional e o argumento econômico para a inclusão de pessoas com deficiência."

Ela afirmou que cabe aos líderes de governo, empresas, sociedade civil, organizações de pessoas com deficiência, organizações internacionais e outros mudar essa situação.

Quanto às Nações Unidas, em junho o secretário-geral lançou a primeira Estratégia de Inclusão das Pessoas com Deficiência. Amina Mohammed disse que "a Estratégia é o compromisso com as pessoas com deficiência, estabelecendo as bases para mudanças sustentáveis ​​que são necessárias."

 

 

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